No que creio e tento viver.

Entendo que a verdadeira rendenção espiritual não tem entre os seus agraciados aquelas pessoas que posam de santas e moralmente irrepreensíveis, tampouco aquelas que investem a sua vida em defender a doutrina melhor fundamentada em escritos ancestrais... vejo que ela é alcançada pelo pecador arrependido que, por assim se reconhecer e ciente de sua limitação, ousa não mais negociar com Deus o Seu favor mediante seus esforços pessoais mas, em um passo de fé, acredita na bondade intrínseca de seu Ser e nos méritos do Cristo crucificado e ressurreto respondendo à essa fé com uma nova postura, voltada à Deus e ao próximo sem fanatismos, dando assim sabor à sua vida e a dos que estão à seu redor neste mundo. E tudo isso é possível exclusivamente pela Graça de Deus, fruto de Seu amor por nós.
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O Natal de Deus mais real que eu.


"Depois disso, meu natal já era!"

Só afirma uma coisa desse quem jamais soube o que foi de fato a experiência "natalina" de José, Maria e o recém-nascido.

Nossos natais são muito idealizados. Muito projetados. Muito utópicos e muito montados. Presépio e presepada.

O Natal de Deus aconteceu na realidade mais concreta e visceral.

Sim, o Natal do Deus que muita gente duvida que seja real, foi mais real do que eu! Realidade chocante!

"A vida como ela é!" - diria Nelson Rodrigues. Foi o Natal de Deus.

Menina-moça que aparece afirmando que o Espírito Santo colocou a sementinha dentro dela... Não é uma posição tão confortável e meiga, não é mesmo?

Homem-moço que não sabe se dá um tapa na noiva-esposa cínica, ou se a interna urgentemente no sanatório mais próximo. A terceira opção seria assumir a "cornice". Mas o homem, por um sonho que teve, escolheu de bom grado ser "corneado" por Deus.

Confortável essa posição de José, não é?

Tiveram que andar milhas e milhas a fim de obedecer um decreto tirano que os obrigava a ir à cidade natal para um recenseamento. E Maria grávida de vários meses.

Que adorável deve ter sido essa caminhada ou trajeto no lombo de jegue, não é?

Chegando na cidade de José - Belém da judéia, Cidade de Davi - tinham agora que enfrentar burocracia, fila e muita espera! Era muita gente pra ser atendida! Stress e incômodo puro!

Natal com stress? E combina isso? - pergunta o meu distraído leitor.

Mas eu não já disse que o Natal de Deus é mais real que eu?

Pois bem... Burocracia, fila, espera... E Maria já não podendo mais esperar. Bolsa rompendo. Daria a luz ali, nesse caldeirão de ansiedade, estranheza e mal-estar.

Só um probleminha a mais: a cidade estava abarrotada de gente. Cidadãos que vieram de todas as partes do país. Não havia vaga em nenhuma hospedaria.

"E Deus não abrirá uma porta onde não há porta?" - pergunta o que tem féde mais.

Nenhuma porta aberta. Todas fechadas.

Até então eles tinham dado o jeito. Um homem e uma mulher grávida podem aguentar muito desconforto. Sereno, vento, chuva, frio... Mas agora com um neném? Merece um quarto quentinho, acolhedor, limpo.. Um ninho.

Não havia quarto. Mas havia a estrebaria.

Que natal reluzente hein? É o natal dos sonhos de qualquer um, não é! Ora eu pensei que era. Não é por isso que reproduzimos esta cena horrível com nossos presépios tão lindinhos?

Acabou o natal deles? Que nada. Só estava começando.

De repente amigos pastores do campo, desconhecidos, chegam. A melhor Graça de Deus é sempre um algo inesperado. Graça que se roteiriza e se cronometra não tem tanta graça assim. E quando menos esperavam, solitários no lugar de alimentação de animais... surpresa!

Aparecem também uns estranhos orientais. Viram uma estrela no céu que os guiara até ali.

E vai havendo companhia, felicitações, louvor, amizade e vínculo da perfeição. O pós-parto vai ficando iluminado de humanidade simples, solidária, fraterna e real.

O Natal de Deus continha distância de casa e da família...
O Natal de Deus incluía a humilhação da submissão a ordem de um governador tirano e opressor...
O Natal de Deus tinha pouca luz, comida, conforto e amigos...
O Natal de Deus tinha rejeição e falta de piedade dos gerentes e donos das hospedarias...
O Natal de Deus não tinha privilégio especial àquele que Ele havia declarado como Filho Seu...
O Natal de Deus, para Maria e José, tinha o céu meio silencioso e aparentemente vazio... Sem portas abertas. Só portão de curral.
O Natal de Deus tinha tudo o que muita gente, experimentando, diria: "Não há chance de haver natal esse ano! Acabou o meu natal!"

Mas no Natal de Deus havia presença de Deus Conosco, presente, no meio do turbilhão com a gente.
No Natal de Deus havia estrela no céu, significado.
No Natal de Deus havia coral de anjos que antecipavam a grande herança e felicidade dos homens que tivessem boa vontade para viver e crêr. Boa vontade própria? Não. Consciência da boa vontade de Deus e seu bem-querer por eles!
No Natal de Deus havia provisão de amigos. Não os amigos do script pré-fabricado. Não. Os amigos do caminho, da rua, da imprevisibilidade... Desconhecidos irmanados pelo poder do louvor, da fé e da gratidão.
No Natal de Deus bois e vaquinhas ocupavam os lugares que Reis e Rainhas desejariam ocupar, como testemunhas daquele evento histórico sem precedentes.

No Natal de Deus não havia presépio ou presepada. Havia realidade. Havia a Vida de um Deus que não é utópico, alienado, alienante, fanatasioso, isolado, insensível, impermeável ou auto-protegido.

Não. Irreais somos nós e nossas projeções de vida e mundo. Inclusive nossas projeções a respeito do Deus que duvidamos que seja real...

Deus no entanto, é real. E o Natal de Deus é infinitamente mais real que eu.

Se Deus não é real, o menino dormindo debaixo do viaduto também não é. E é ali que ele escolheu estar e ser servido, adorado, descoberto, amado, manifesto, significado, presente. Pra justiça, alegria e esperança de todo o que crê.

E você? Pensando aí que o Natal acabou? Pereceu? Babou? Bichou?

Caia na Real! O Natal nem começou! Começará agora!

Bem mais real do que voce podia imaginar. Aliás... não imagine.

Viva a realidade do Natal de Deus em você!

Esteja você no lugar de qualquer personagem dessas, vá viver o natal! Seja você José, Maria...

Seja você o pastor do campo enviado a algum lugar a fim de fazer companhia...
Seja você um sábio oriental, que chegará com louvor, presente, afirmação, testemunho e solidariedade.
Seja você a mosca do cocô da mimosa, vaquinha do estábulo... não importa!

O Natal sempre é feliz, quando se sabe e se crê que ele adentrou a nossa Realidade mais desnudada. Veio pra estar, ficar, permanecer. Emanuel: Deus Conosco!

Deus que é Deus de todo aquele que, sentindo nos pés a textura e espessura de cada uma das afiadas pedras do caminho da realidade, vai aprendendo a lê-las com o "código braille" da fé. E o que se lê o tempo todo é: "Eu estou com você. Não temas porque eu sou contigo. Eu te amo. O Senhor proverá. Confia! A gente vai junto. Haverá um bom futuro e não será frustrada a tua esperança".

Feliz Natal! Real!

Marcello Cunha

sábado, 10 de setembro de 2011

Gente que ninguém quer

A propósito da leitura desse artigo da ISTO É, sobre a Igreja Renascer em Cristo...

Tive a oportunidade (e porque não dizer o privilégio) de ter participado desse ministério quando ainda era só um punhado de gente que estava cansada das idiossincrasias religiosas de então e sonhavam com uma vida restaurada à normalidade daquilo que a bíblia mostrava ser... por isso diziam ter a visão de Neemias, da restauração dos muros da cidade santa...

Tempo onde não havia um clero organizado... as pessoas ajudavam porque sentiam-se compelidas a fazê-lo sem esperar reconhecimentos ou imputação de patentes eclesiais quais fossem... só havia gente querendo ajudar àquilo que entendiam ser um movimento genuíno de “amor às vidas” no jargão evangélico... se sentir parte de um movimento que sentiam iria marcar uma geração na igreja brasileira... tempo onde o Estevam e a Sônia desciam do palco para abraçar a quem perto deles chegasse, junto à uma palavra de amor e esperança...

Uma época onde as barreiras do "sagrado" e do "profano" diluíram-se, onde era possível transitar entre uma "Terça-Gospel" no Dama-Xoc e um Show de Rock nas segundas-feiras de evangelismo, que mais se assemelhavam a uma balada qualquer, ainda que o espaço fosse o mesmo dos cultos dominicais... manifestação de demonstração extrema que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens... radicalmente protestante...

O brilho nos olhos de cada um, por mínima que fosse sua contribuição para que tudo se operasse com o fim de restaurar vidas, junto a alegria no coração de ver o resultado que se obtinha na operação da mão forte do Senhor era a recompensa mais que suficiente para nós...

Nada era forçado... tudo que se fazia dava naturalmente resultados pois o ambiente que ali estava instalado era o do comprometimento com uma visão de operar o bem ao próximo, sendo o templo só um local que se prestava a dar espaço às iniciativas que levassem em conta a visão de Neemias que o ministério possuía...

As canções eram fruto desse mover de Deus nos idos tempos da então quase-herética Igreja Renascer em Cristo... Katsbarnéia com o Brother Simion cantando com aquele jeitão de fissurado... Extra, Extra... o mundo acabará amanha de manhã... Atos 2, declarando Ah, eu quero sim, o Teu amor Senhor... e ainda Resgate, Oficina G3 com o Manga e o Túlio mandando ver em músicas com letras inusitadas comparando os cristãos com Naves Imperiais... e o início do Renascer Praise, com cânticos que remetiam a uma pureza e singeleza de sentido tão claro do Evangelho que, se comparadas às letras de hoje das músicas do mercado gospel (invariavelmente mantras, gemidos, sussurros e grunhidos incompreensíveis e sem qualquer relação com a mensagem de Jesus) seriam vistas com reservas pois sua mensagem seria não-vendável.

Mas não tardou, o canto da sereia foi ouvido... e pior, atendido e correspondido. O ministério de Libertação e Cura Interior foi criado sob a influência dos ensinos tresloucados da Neusa Itioka sobre o tema; a Teologia da Prosperidade vinha sendo pregada de maneira bem light, mas depois o “casal apóstólico” abraçou apaixonadamente esse lixo espiritual e colocou o então Pr. Gesher Cardoso para fazer seminários intensivos nas igrejas Renascer ministrando essa doutrina mamônica e anti-bíblica; vieram à reboque o deslumbrado Benny Hinn com sua esquisita unção do cai-cai; as tais "conferências proféticas" com a equipe do pr. Collin Dye, um especialista em profetadas e a Marcha para Jesus, um evento que originalmente visava dar visibilidade à fé cristã e que aqui virou demonstração de força política para promover negociatas em nome de um reino que não é o dos Céus.

Ainda me recordo daqueles tempos da inocência perdida... comparativamente ao crescimento humano, a Renascer optou por seguir seu próprio caminho, longe da singeleza do Evangelho e encantou-se com os sofismas da vida adulta... e ficou empedernida, incapaz de admitir que errou e voltar atrás para iniciar do ponto onde se desviou...

Eu ainda me pego cantando e pedindo para cantar muitas das músicas dessa época... sou grato à Deus por ter vivido o tempo em que o Estevam e a Sõnia eram só o Estevam e a Sônia e não o alter-ego de ambos que acabou carreado a um título após a investidura de uma patente eclesial...

Certamente presenciei ali também coisas que não correspondiam àquilo que a Palavra ensina... vi fogueira das vaidades, desmandos, surtos de autoritarismo, caça às bruxas e todos os chamados "sete pecados capitais" atuando em pleno vigor... não há quem vivendo em um ambiente assim, agüente por muito tempo sem se contaminar. Confesso que por algum tempo surtei com o surto deles... mas em um insight, quando me vi descaracterizado como um filho de Deus, abri-me à correção do Pai em minha vida e a Sua Graça me alcançou, me fazendo sair a tempo antes que eu ficasse pedrado.

Escrevo estas linhas depois de ler o artigo da ISTO É e de chorar movido por um misto de amor, tristeza, pesar e saudade... estaria idealizando um passado que só existiu na minha mente?... talvez... mas não posso negar que a maneira autêntica e ousada pelo qual a Renascer surgiu e andou nos primeiros anos de sua existência impactaram minha vida mais com coisas boas que com ruins...

Possivelmente a Renascer nunca será aquilo que se propôs a ser a 25 anos atrás na sala do pequeno apartamento do Estevam e da Sônia, ainda com o Tid e a Fernanda bem pequenos... uma família que vivia com dinheiro contado, com o Estevam saindo para vender máquinas de Xerox à pé, quando deram abrigo a um bando de gente que a igreja não os queria nem pagando... igualzinho como Jesus acolheu a mulher adúltera, ao fiscal corrupto, ao samaritano e ao guarda romano. Gente que ninguém quer. Assim como todos nós um dia fomos gente que ninguém quis, só o Pai. Quem sabe não seja a hora de acolhermos de alguma maneira ao Estevam e a Sônia pois HOJE eles são a gente que ninguém quer?

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

sábado, 18 de dezembro de 2010

FIM DE ANO



Estamos a poucos dias para o início de 2011.

Normalmente a correria das festas de fim de ano nos vários círculos de relacionamento (família, trabalho, igreja, escola) sorvem de nós o tempo para refletirmos sobre o ano que está findando. Acabamos por deixar para fazer isso depois que os eventos previstos foram realizados, durante as férias de início de ano ou em um momento público de contrição (missas, cultos ou encontros) convenientemente planejados para tal, onde todos fazem o mesmo em busca de um ambiente propício para tal introspecção.

O volume de informações para ser processado acaba sendo grande para tão pouco tempo, então acabamos por fazer uma “geral”, com os fatos mais marcantes tanto positiva como negativamente e, sobre isso, damos nosso veredicto: foi bom ou foi ruim e com isso planejar o ano que se inicia.

Tendemos a esquecer os fatos corriqueiros do da a dia e que nem percebemos que nos fazem tão bem: o beijo do cônjuge, o abraço dos filhos, o companheirismo dos amigos, a presença de nossos pais. Acabamos por enfatizar o carro novo, a casa reformada, o novo emprego, a promoção na empresa, o aumento de salário. São coisas boas também, mas uma nota de R$100,00 já te consolou na frustração? Seu carro novo tirou uma boa nota na escola e veio correndo alegre para repartir sua conquista contigo? Seu apartamento novo te consolou na perda do emprego?

E se à vista disso tudo nos propusermos a fazer uma retrospectiva que valha à pena mesmo, não essa coisa “vapt-vupt” tradicional do fim de ano? Que tal pegar seus álbuns de fotografias e lembrar daquela viagem -que foi dura de pagar- que te deixou tão feliz? Ou recordar da visita daquele amigo querido que à anos não se viam? Daquela aventura -loucura até- que te deu frio na barriga mas depois viu o bem que te deixou? Do encantamento com o pôr-do-sol ou com ondas do mar arrebentando nas pedras? E, ainda, apreciar mais uma vez aquele CD ou DVD que você gosta tanto?

E à vista de tudo isso, lembrar que o usufruto de tudo isso é dom de Deus: “Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha? Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os exercitar. Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim. Já tenho entendido que não há coisa melhor para eles do que alegrar-se e fazer bem na sua vida; e também que todo o homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho; isto é um dom de Deus.”- Eclesiástes 3:9-13.

Tendemos à glorificar à Deus pela conquistas que acreditamos serem as maiores de nossas vidas. Até agradecemos “por tabela” por aquilo que sabemos ser vindo das mãos d’Ele, mas que de tão corriqueiros não damos importância. Mas são exatamente as pequenas coisas que fazem a diferença e trazem sabor à vida. A bênção de acordar todo dia com quem se ama ao lado, de sair para tomar sorvete com a família, de encontrar gente que se gosta. O resto é bônus da misericórdia do Pai.

domingo, 24 de outubro de 2010

A graça de Deus

Ed René Kivitz

Contam que certa vez C. S. Lewis adentrou ao auditório de um congresso religioso e observou acalorada discussão. Perguntou a quem estava sentado ao lado qual a razão de tanto palavrório. Estão discutindo qual é a distinção do Cristianismo em relação às outras religiões, esclareceu o homem. Simples, comentou Lewis, sem hesitar: a graça de Deus.

De fato, todas as religiões estão baseadas no esforço pessoal e no princípio da justiça retributiva. Somente o Cristianismo apresenta a possibilidade de um relacionamento entre Deus e os homens além das fronteiras do mérito e demérito.

Infelizmente, as palavras de Lewis, dos pais do protestantantismo e, pior, uma das afirmações mais categóricas e fundamentais do Novo Testamento, se perderam na poeira do fenômeno religião de consumo, onde os deuses disputam melhores lugares nas prateleiras do mercado religioso. Poucos cristãos, ou que se dizem cristãos, compreendem o que seja a graça de Deus. Arrisco, portanto, algumas sugestões.

A graça de Deus é o favor imerecido de Deus para com a humanidade. [Mateus 5.45; Efésios 2.8-10; Tiago 1.17,18; 2Pedro 1.3]

A graça de Deus é a disposição de Deus em tratar bem aqueles que o rejeitam e dar coisas boas a quem não lhe quer bem ou mesmo sequer reconhece sua existência. [Mateus 5.41-48]

A graça de Deus é a boa vontade de Deus, a predisposição positiva de Deus, o desejo de abençoar, a intenção constante de fazer o bem e agir com bondade em relação ao universo criado e a humanidade. [Êxodo 33.19; Salmo 100.5; 2Crônicas 16.9; Jeremias 29.11; 33.3; Hebreus 4.16]

A graça de Deus é a interpelação, o apelo, o chamamento, o convite, a insistente convocação de Deus para que a humanidade se renda à sua bondade. [Hebreus 1.1,2; 3.7; 3.15; 4.7; Atos 14.16,17; 26.14]

A graça de Deus é o fluxo constante de amor e vida divinos que sustentam o universo e a humanidade. [Isaías 18.4; Atos 17.28; Romanos 11.33-36; Hebreus 1.3]

A graça de Deus é a energia ativa, o poder abençoador, a força, o empurrão que Deus imprime no universo e na humanidade para que o bem e o bom possam existir. [1Coríntios 15.10; Filipenses 2.13,14; Colossenses 1.29]

A graça de Deus é a ação e o trabalho de Deus em favor do universo e da humanidade. [Salmo 37.5; Isaías 64.4; Mateus 6.25-34; Filipenses 4.19; 1Pedro 5.7]

A graça de Deus é a oportunidade, chance, concessão, permissão, autorização que Deus concede à humanidade para que experimente sua bondade e participe de seus atos bondosos. [Isaías 55.6; 2Coríntios 8.1]

A vida não se explica sem a graça de Deus: Deus tudo criou, tudo sustenta e a todos concede vida e fôlego para que existam, inclusive em rebeldia e de maneira contrária ao seu caráter três vezes Santo. O Deus cristão é o Deus de toda a graça [Isaías 6.1-5; Atos 17.24,25; 1Pedro 5.10]

A graça de Deus está presente inclusive onde a igreja ainda não está e onde o evangelho ainda não chegou. [Atos 10.31; 14.16,17]

O mundo, a humanidade e o futuro são viáveis pelo fato de estarem sob a graça de Deus. Vale a pena fazer o bem, vale a pena semear para a justiça e a paz, pois a mão de Deus está promovendo e agindo em cooperação para trazer à existência o que é bom. [Romanos 8.28-30]

Toda e qualquer experiência humana do amor; todos os atos de justiça, compaixão, e solidariedade; todas as expressões da ética e da estética; a arte e a cultura; a ciência, a tecnologia e o trabalho; as filosofias e sabedorias; a ordem, a estrutura inteligente e a coerência lógica da realidade física, orgânica e social; o prazer, a alegria e o contentamento; a superação, a possibilidade de começar de novo, e a inovação; a rebeldia contra a morte e tudo quanto a promove, sustenta ou representa; as possibilidades utópicas em relação ao futuro; a fé, a esperança e a paz, se explicam pela graça de Deus.

A expressão máxima da graça de Deus é a presença de Jesus Cristo no mundo, e tudo quanto com ele irrompe como possibilidade para a natureza criada e a humanidade como fruto de sua vida, morte e ressurreição. Como bem disse o apóstolo João [1.14], Jesus é a verdade cheia de graça.

Fonte: Ibab, via Pavablog

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Não escandalize os meninos do Heavy Metal...



Há alguns anos, estive no Tribal Generation, um fórum que reúne os que dedicam-se a buscar com a mensagem e o testemunho do evangelho, o pessoal da geração chamada emergente.

Foi em Uberlândia-MG. Muita tribo reunida, muita emoção da minha parte ao ver gente maluca de toda espécie - maluca por Jesus e por gente. Gente de todo tipo. Gente que precisa Dele. E que, apesar da nossa velha expectativa religiosa (e preconceituosa), na maioria das vezes, mudada pela cruz, é transformada completamente, mas só por dentro. Por fora, geralmente, contrariamente do que o nosso farisaísmo podia esperar, continuam os mesmos - nos cabelos, nas roupas e adereços, rigorosamente iguais.

Pois foi aí, em meio a muita coisa de Deus no meu coração, no confronto com essas minhas ideias menores, ridículas que ainda teimavam em estar nos cantos escondidos da alma, é que me encontrei com duas ex-ovelhas, do tempo em que pastoreei uma comunidade que se reunia num velho cinema do centro da cidade.

Deviam cada uma, estar já na casa dos 70, 70 e poucos anos. Mas, não tivesse eu uma memória fotográfica - coisa de cartunista - não as teria reconhecido. Cada uma, vestidinha de preto, dos pés à cabeça, bijouterias esquisitas e pasme, com bandanas pretas a cobrirem os cabelos nevados.

Na hora, eu deixei soltar aquela clássica, fruto do inusitado da cena: "Até vocês, minhas irmãs? O que é isso? Que roupas são essas?"...

Tente imaginar a cena e o meu espanto, diante de duas senhoras, exemplos de oração e dedicação piedosa, duas senhoras septuagenárias, na acepção do termo. Ali, diante de mim, duas malucas, passadas do tempo, com correntes e tudo à volta da cintura.

No momento, explicaram-me rapidamente as duas, com toda a autoridade que os céus lhes dava: "Rubinho, pastor amado, estamos assim porque vamos receber pra um concerto aqueles jovens malucos do death metal" (eu confesso: nunca soube que havia até categorias a dividir os caras do movimento heavy!) e emendaram... "e não queremos de maneira nenhuma escandalizar os meninos!"

Taí... Naquela noite tive - pela primeira vez na minha vida - ouvido no mais estrito senso bíblico que, creio, Cristo havia utilizado para defender os pequenos, os que mais necessitados e distantes estavam da mesa farta da graça de Deus.

Até aquela tarde, só tinha ouvido a aplicação dessa palavra, no lado oposto, como um escudo farisaico contra pessoas, para resguardarem um limite de intolerância e preconceito. Algo usado para proteger gente que, como crente, madura, velha de casa, devia mais era ter misericórdia e força suficiente para rebaixar-se à estatura dos perdidos e débeis na fé, para servi-los apresentando-lhes o amor do Pai. E não o contrário.

Desde há muito, ouvira esse: "Cuidado para não escandalizar", para proteger gente que já devia ter maturidade suficiente para flexionar-se à estatura dos mais novos.

Escândalo, cara, é fazer algo, é portarmos-nos de modo a impedir as pessoas de virem a Cristo. Aplicado a crente, escândalo nada mais é do que frescura.

Aplicado à crentes maduros é incentivar a intolerância, o preconceito e o fechar-lhes a guarda em torno das suas preferências, manias e gostos.

Cristo nos chama hoje a despirmos-nos dos nossos cômodos escudos de proteção contra os outros, daquilo que fazem de nós pedra de tropeço à aqueles que querem vir a Ele. Como aliás, Ele fez, despindo-se que tudo o que possuía no céu e vestir-se dessa roupinha ridícula, sensível, frágil, de humanidade.

Estamos prontos a abrirmos mãos de nós mesmos pelos outros? Até que ponto estamos dispostos a ir para não os escandalizarmos?

Nessa tarde, lembrei-me da lição daquelas duas malucas lindas e amadas da minha terra. E orei pra que nunca percam esse amor e elasticidade no irem até aos pequenos.

Nada mais radical e maluco!

Rubinho Pirola, kibado do Púlpito Cristão!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Milagres acontecem!



Versão nacional feita em Uberlândia do vídeo estadunidense Amazing Grace, participando membros da Comunidade Sal da Terra que foram atingidos pelo bem do Senhor em suas vidas., entre eles o japinha do vídeo, sobrinho do querido Pr. Rubinho Pirola. curado de câncer na coluna vertebral. Cover mais que bem-vindo!

quarta-feira, 10 de março de 2010

E o moribundo não se mexeu

Certo homem descia de Jerusalém para Jerico, quando foi assaltado, e surrado, e deixado para morrer, na beira da estrada.

Ele era sacerdote. Todos os sacerdotes e levitas o conheciam.

Jerico era o seu campo missionário, mas, naquele dia, ele foi impedido de chegar lá. E tudo indicava que jamais chegaria.

Casualmente, outro sacerdote descia de Jerusalém para Jerico. Tudo indicava que o sacerdote, em estado moribundo, estava salvo.

O outro sacerdote o reconheceu, mas evitou se envolver... O moribundo era tido como um bom sacerdote, mas, pensou o outro, essas coisas não deveriam acontecer a bons sacerdotes, logo, deve ter alguma coisa errada com ele. Mesmo assim, parou, mas, a distância... Se ele se mexer ou esboçar qualquer pedido de ajuda... Ajudo.

E o moribundo não se mexeu.

Nisso chega um levita, reconhece o sacerdote moribundo, todos o conheciam; conversa com o outro sacerdote, sobre o que poderia ter acontecido com tão bom sacerdote, ao que o outro sacerdote retruca, dizendo que, talvez ele não fosse tão bom sacerdote assim! Quem sabe o que teria acontecido? E sugeriu o que o levita o acompanhasse na observação... Se o moribundo se mexesse ou esboçasse qualquer pedido de ajuda... Ajudariam.

E o moribundo não se mexeu...

E eles se foram, comentando como as aparências enganam... As vezes a gente pensa que está diante de um grande sacerdote, e, sem o saber, está diante de uma vida cheia de complicações, que acaba por expor-se desnecessariamente, e aí, o inevitável acontece: é derrotado.

De fato, aquele sacerdote, deixado à própria sorte, era conhecido por sua fibra, já havia passado por poucas e boas, e resistido, não fazia sentido vê-lo em tal estado. A dupla de religiosos, também comentava isso. O que eles não sabiam é que o tal sacerdote, a exemplo do herói escocês, William Wallace, na versão cinematográfica Brave Heart, de Mel Gibson, fora atacado, e surrado, e deixado para morrer, por um amigo. William Wallace fora atacado, quando intentava contra o Rei da Inglaterra, Eduardo I, por Robert de Bruce, nobre que Wallace queria ver Rei, mas, que o traiu. O sacerdote, também, enquanto lutava contra o rei da maldade, um amigo o traiu.

O amor é mais forte do que a morte, mas, quando a morte coopta um amigo como seu agente, o amor frustado tira todo desejo de lutar pela vida.

E, por isso, o moribundo não se mexeu.

E veio um samaritano... Ele não sabia do sacerdote, apenas condoeu-se ao ver um homem à beira da morte, e correu para socorrê-lo. Chamou-o para atividades que não tinham a ver diretamente com a sua fé, mas que lhe permitiam vivê-la e anunciá-la. E ele desistiu do sacerdócio, embora, mantivesse sua fé e sua vida na comunidade. Mas ele não queria mais estar no mundo dos sacerdotes.

Entendeu que nessa nova ordem sacerdotal não havia espaço para a simples amizade.

Para essa nova ordem, ser amigo é arriscar-se muito.

Bem, essa verdade é milenar: ser amigo é arriscar-se!

Porém, na nova ordem, ninguém quer correr risco.

Todos estão prevenidos: é melhor evitar do que remediar.

A dupla religiosa que o havia deixado ao largo, comentou o fato com outros religiosos, eles, amigos, ainda que com alguma dor, resolveram, também, evitá-lo.

Parece que alguns sacerdotes estão repensando, mas, pode ser muito tarde, o nosso sacerdote está cada vez mais propenso a só andar com samaritanos.

Ariovaldo Ramos

fonte: blog do Ari, via Púlpito Cristão

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

I´ll Fly Away

New Orleans Delight & Marilyn Keller

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Amen

New Orleans Delight & Marilyn Keller

domingo, 27 de dezembro de 2009

Will The Lord Remember Me

New Orleans Delight & Marilyn Keller

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Precious Lord

New Orleans Delight & Marilyn Keller

sábado, 19 de dezembro de 2009

He Touched Me

New Orleans Delight & Marilyn Keller



dica de Paulo Brabo d´A Bacia das Almas

terça-feira, 24 de novembro de 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sobre o ódio à religião e o Espírito do evangelho



comentário meu para o Púlpito Cristão:

Mano Léo:

Assisti a esse vídeo do Driscoll à algum tempo atrás... a argumentação dele, além de pertinente e biblica, se assemelha muito ao que o Caio Fábio se manifesta há tempos sobre esse assunto.

Certamente, não devemos esquecer que essa visão sobre este assunto tem raízes mais antigas, não é algo novo. As obras de Santo Agostinho, Sorën Kiekgaard, C.S. Lewis ou Francis Schaffer já davam corpo à essa percepção em momentos diferentes. A diferença é que agora essa percepção por ser mais difundida pela facilidade de acesso à informação, faz isso parecer novo e que Caio, Driscoll ou Rob seriam os precursores de tal abordagem. Talvez fosse mais honesto por parte de quem se atreve a defender essa visão, não negar a influência desses pensadores desconhecidos ou reconhecidos só pelo nome na formulação de sua visão da igreja na atualidade.

Voltando à "vaca fria", após assisti-lo, atrevi-me a enviar o link para o Caio com algumas observações pessoais. Em retorno, o Caio entre outras observações sobre o jeito estadunidense de tratar os temas da vida ou como moda ou como objeto de raiva coletiva, singelamente escreveu sobre o papel do discípulo: "O discípulo não odeia nada, apenas ama, e o que não é para amar nem existe no tema em sua vida".

Isso me fez pensar durante um bom tempo... e fui obrigado a dar razão a esse conselho. Nós cristãos ainda temos a nossa espiritualidade voltada à aprovação comunitária de nossa jornada espiritual, legitimando a aspiração comunitária da igreja em ser o aferidor e balizador da espiritualidade de cada um. Esse mau-costume transformou a igreja nesse ente que para muitos gravita entre os pólos da ojeriza e da rendição incondicional. Ela não é só algoz: é também vítima ao mesmo tempo.

Portanto odiar à religião (nesse caso a evangélica) e seus sistemas de controle e validação é "cuspir" em um sistema que nos serviu em algum momento de nossa vida, enquanto que a nossa insegurança essencial que já deveria ter sido aplacada pela rendição incondicional à graça de Deus em Cristo, ainda não havia cedido a manifestação do Amor em nossas vidas.

Declarar publicamente odiar a religião acredito ser uma pesada ofensa pessoal. Eu me senti várias vezes ofendido quando amigos ou professores manifestavam que meu jeito de crer era frágil e destituído de razoabilidade. Declarações como essas comparo a indelicadeza (para ser polido nas palavras) de dizer a um paraplégico o quanto suas muletas são feias, sujas e frágeis. É tripudiar sobre a dignidade do próximo, obtida pela rendição à esse modelo de espiritualidade que na sua visão é correta, uma vez que muitos ainda não estão conscientes do amor, misericórdia e graça do Pai em Cristo, nem preparados para responder positivamente à essa mudança de paradigma espiritual. Se nem o Espírito Santo “força a barra” com o cara, porque eu deveria fazer o papel que é só d´Ele?

Se hoje a religião foi uma muleta que me carregou em uma fase de minha vida e hoje não mais me serve pois a troquei pelo “excelente” de Deus, porque eu agora declararia guerra a um ente que me deu pelo menos uma segurança existencial em minhas fragilidades pessoais? Só porque agarrei uma beirinha de nada do “excelente” de Deus, agora me sinto tão por cima que me dá o subjetivo direito de arrancar à força as bengalas, muletas, cadeiras de roda e andadores daqueles que ainda não tiveram a revelação da graça?

De modo algum!

Não vemos Paulo, nem Pedro, nem Timóteo agindo assim. Os vemos pregando com paixão sobre o amor que os alcançou, vivendo com intensidade a graça, deixando-se levar pela certeza do invisível, do intocável e do inimaginável. Jesus adverte aos mestres da lei, mas não despreza a crença do povo; Paulo prega ao povo, mas não condena sua religião; Pedro anuncia a graça e convive em meio a um ambiente judaico religioso.

Isso só prova uma coisa: a religião não é inimiga do evangelho pois ela perante a irresistível revelação da graça, nada é!

Ou seja: para quem a Verdade se revelou, a religião é só mais uma das coisas que ficam no passado, como nossos vícios e pecados. Temos lembranças dela, sabemos a profundidade do significado para aquele quem ainda não nasceu a luz do evangelho e de sua importância para a dignidade e segurança pessoais. Mas também se o evangelho fez morada em nós como Reino de Deus na terra, aprendemos a não desprezar nem atacar esse importante tema da vida de cada um. Apenas vivemos sem precisar dela mais, pois o excelente de Deus se revelou à nós.

Quando nossa alma se abre para receber de verdade o amor de Deus, evangelizar passa de "convencer alguém que nossa religião é a certa e a dele errada" para "anúncio de boas-novas do Reino dos Céus".

Paz!

sábado, 24 de outubro de 2009

Conheci a Graça através de minha filha especial


Hoje, dia 24 de Outubro, nossa filha Rayane completa seus 19 aninhos. Quem diria que eu seria pai de uma moça (eterna menina) de 19 anos?

Ela foi o instrumento de Deus através do qual, há catorze anos, eu pude conhecer a Sua surpreendente graça.

Aos vinte e cinco anos, meu ministério sofreu uma reviravolta. Deus presenteara a mim e a minha esposa Tânia com uma filha especial. Aos cinco anos, Rayane jamais andara ou falara. Depois de recorrer a vários especialistas, ouvimos de uma médica boliviana na ABBR do Jardim Botânico que nossa filha jamais andaria. Isso embaralhou minha cabeça. Como eu poderia continuar pregando o Evangelho, se minha própria filha era impossibilitada de andar? Como as pessoas dariam crédito à minha pregação?

Numa manhã de sábado acordei com um forte desejo de orar. Pedi à minha esposa que não queria ser interrompido. Tranquei-me no quarto comecei a me desabafar com Deus.

Minhas palavras foram mais ou menos assim: - Senhor, não é justo que minha filha continue assim. Lembra de tudo o que tenho feito pela Tua obra. Lembra que tenho gasto toda minha juventude pra Ti. Lembra dos meus sacrifícios. Meu pai tem dedicado trinta anos de sua vida em Tua obra. Até quando, Senhor, minha filha será a vergonha do meu ministério? Era como se eu estivesse cobrando de Deus a sua cura, respaldado em meus méritos pessoais.

De repente, senti que algo estava acontecendo. Calei-me, e aguardei. Uma voz doce e suave dirigiu-se ao meu coração: - Desde quando suas boas obras lhe dão o direito de me cobrar alguma coisa? Eu não lhe devo nada. E o que eu faço na vida do homem, não é por seus méritos, mas pela minha Graça.

O conceito de graça desafiava meu entendimento e contrariava boa parte daquilo que havia aprendido acerca das coisas de Deus. Mesmo relutante, abri minha Bíblia, e comecei a ler a carta de Paulo aos Romanos. A sensação que eu tinha era de que vendas haviam sido retiradas dos meus olhos. Estava tudo ali. E eu, nascido e criado na igreja, pastor há oito anos, ainda não havia percebido. Foi, de fato, uma revelação. Escamas caíram dos meus olhos. Uma indizível alegria tomou de assalto o meu coração.

Eu e Tânia resolvemos marcar um culto de ação de graças pela vida de Rayane. Pela primeira vez, expus publicamente o problema de nossa filha. Até aquele dia, eu sempre orientava minha esposa a manter nossa filha fora dos olhares curiosos dos irmãos da igreja. Elas costumavam se sentar no último banco, e antes que o culto terminasse, Tânia a levava para meu gabinete.

Dias depois, num culto de Domingo a noite, no momento do ofertório, minha esposa tirou da bolsa uma oferta. De repente, Rayane tomou o dinheiro de sua mão, levantou-se, e foi caminhando até a frente do púlpito. Todos ficaram pasmados, inclusive eu. Alguns, emocionados, começaram a chorar. E eu, com a voz embargada, não sabia como reagir àquilo que Deus fazia diante dos meus olhos. Minha filha, finalmente, caminhava pela primeira vez, sem jamais sequer ter engatinhado!

O que aprendi com Rayane

Aprendi a vencer pelo silêncio, a não me preocupar em provar nada pra ninguém.

Rayane me mostrou que é da fraqueza que Deus tira a fortaleza. Que a vergonha de hoje, é a glória de amanhã. Sem qualquer palavra, Rayane nos tem transmitido o mais belo sermão de amor e graça.

Obrigado, filha. Obrigado, Senhor, por nos ter confiado uma vida tão preciosa.

Quando o mundo me decepcionar, olharei para seus olhos puros e meigos, e recobrarei meu ânimo e esperança de um mundo melhor.

Te amo tanto, Ray!

Feliz Aniversário!

Hermes Fernandes

Clique aqui e conheça mais dessa preciosidade do Reino entre nós.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Respondendo à questões - 4

questão apresentada em um fórum de debates:

Eu tenho uma amiga. Ela é muito querida, amavel. mas tem um problema: ela é bissexual! mas ela é evangélica e nao gosta desse 'problema' q ela 'possue'.

Numa de nossas conversas, ela me contou o q ela pensava disso, ela me disse q sabe q isso é errado, mas jah fez de tudo, mas nao dah.
Eu disse a ela:
-Mas vc jah orou pra q DEUS tirar isso do seu coração?
Ela me disse:
-Jah, varias vezes, mas parece q nao adianta.. pois lah na minha sala, tem 2 meninas com o mesmo "problema".

Mas, esses dias ela pegou num lugar "chamativo" do meu corpo. eu contei pra minha mãe, mas ela diz o q eu nao aceito. ela me diz para me afastar de pessoas assim, mas eu tenho medo de magoar ela, de nao poder ajudá-la..

Por favor, o q eu faço? queria ajudá-la, jah disse muito sobre "modelar o coração", mas ela diz q nao adianta..
mas nao quero me afastar dela..

???

Minha resposta:

Existem casos de comportamento sexual fora dos padrões apresentados na bíblia que são resultado do incitamento por parte de espíritos malignos. Outros casos são decorrentes de traumas emocionais ocorridos em algum momento da vida. Outros ainda, são patologias humanas provocadas pelo pecado original. E, ainda que muitos crentes acreditem que seja uma "desculpa" conveniente para uma suposta "permanência no pecado", pode haver a possibilidade de ser uma manifestação de origem genética, embora haja na ciência correntes contra e a favor dessa suposição vir a ser verdadeira. Ou pode também ser motivado por uma mistura de algumas ou de todas essas coisas.

Independente do fato motivador desse comportamento, é certo que sob a ótica da Palavra que os comportamentos sexuais que apresentam manifestações diversas àquela que a bíblia apresenta como corretas são considerados pecado. Há de se observar que a neura evangélica sobre assuntos relacionados à sexualidade humana levam os crentes a considerar os pecados de origem sexual mais graves que outros. Isso nada tem de base bíblica. A única realidade espiritual é que pecado não tem escala de tamanho independente de sua origem essencial. Veja:

Coríntios 6:10:
10 Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.

Gálatas 5:19-21:
19 Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia,
20 Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,
21 Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.

Claramente o comportamento sexual que diverge da conduta recomendada pela Bíblia, é por esta classificada como pecado, assim como (isto é, no mesmo nível de) a avareza, a idolatria, a fofoca, o roubo, o engano e os outros elencados nas duas passagens acima apresentados. Ou seja: para Deus não é surpresa alguma para Ele que ela aja assim, pois pecadora ela é, assim como eu, você, quem me lê agora. A diferença é onde está o nosso “calcanhar de Aquiles”. Para uns é o sexo, para outros é a grana, outros ainda o poder. E para Deus é tudo a mesma coisa!

Isso posto, gostaria de refletir um pouco sobre sua postagem inicial.

Me parece pelo teor apresentado que você e sua amiga devem ser adolescentes, talvez pela casa dos 15 anos. E sobre essa percepção que me atrevo a discorrer sobre o assunto.

É bom que em você ela possa encontrar uma amiga nessa época da vida. Infelizmente na igreja é muito freqüente que sejamos envolvidos pelo sentimento de pertencimento que o grupo gera quando nos dispomos a seguir o código de conduta adotado pelo grupo. E isso é bom, faz bem para nossa auto-estima. Mas uma amizade é mais que “pertencer ao mesmo time”: significa que estamos dispostos a em um relacionamento aceitar o outro baseado na solidariedade, no respeito à individualidade e na disposição para ajudar e socorrer quando necessário.

Creio que o fato dela ter te tocado de uma maneira que a deixou desconfortável, passando do seu limite pessoal para perceber a diferença de uma troca de toques de amizade (um abraço, um beijo, um aperto de mão, por exemplo) e um toque com motivações sexuais, pode demonstrar que ela está confundindo amizade com prazer. Ela pode estar “apaixonada” por você, confundindo “alhos com bugalhos”.

Como ela é sua amiga, você deve saber da vida e da família dela. Como ela foi criada? Sua estrutura familiar é sólida? Tem mãe? Como é a relação dela com a mãe? Sofreu abusos quando criança? É uma pessoa pessimista com tudo? Há períodos que ela vai de uma euforia contagiante à uma depressão mórbida? Isso são sinais que ela vem dando, pedindo ajuda sem saber a quem à volta dela está.

Nesse momento cortar abruptamente o contato com ela pode ocasionar um mau maior. É preciso que você seja firme conversando com ela com amor e toda franqueza dizendo que não gostou de ser “tocada” daquela maneira; que o que você sente por ela é amizade e sentimento de irmandade em Cristo; que está ali para ajudá-la e não acusá-la e por fim que será obrigada a afastar-se dela se ela não respeitar os limites que você mesmo impuser como parâmetro da amizade entre vocês nesse momento.

Seria bom como atitude prática no sentido de ajudá-la, além das orações e estudo da Palavra (lembre-se, a Verdade liberta...), tentar conseguir algum apoio psicológico nesse momento da vida dela. Nada desses impiedosos modelos de tratamento psicorreligioso de “cura gay”. É para que ela identifique os motivos por se sentir atraída por ambos os sexos na busca de prazer e com isso poder readequar seu comportamento naquilo que entenda ser o melhor para ela, à luz da Verdade.

O fato dela afirmar que conhece no seu circulo de relacionamento mais duas garotas que tem a mesma atual afinidade sexual dela, demonstra que essas coisas ocorrem com mais freqüência que se imagina, talvez agora mais intensamente pela sociedade mais permissiva que vivemos. O importante é que ela discirna o porquê dela ter esse tipo de sexualidade e identificar meios de restaurar em si o que a bíblia considera como sendo uma sexualidade sadia. Sem as neuras eclesiásticas, por favor!

Acredito que isso é só uma fase da vida de sua amiga, onde a típica fase de indefinições da adolescência (não se é criança para ser tutelada, mas também não se é adulto para decidir com convicção os rumos de sua vida) está sendo mais intensa na sexualidade dela. Para que ela seja pacificada (já que você diz que ela é convertida) lembre-a que a Graça de Deus basta-lhe suficientemente. O pecado que hoje a assedia e que a faz sentir-se mal já foi perdoado por Jesus, pois Ele sabe quem ela é e Ele a quer assim mesmo para curá-la e mostrar à ela Seu imenso amor. É para isso que o evangelho existe: para anunciar as Boas-Novas, que em Cristo a humanidade pode gozar da reconciliação com Deus. Basta crer e descansar.

Paz!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O que Deus uniu...(?)

Fala-se muito no chamado meio "cristão" sobre a santidade do casamento, sua idissolubilidade em função da declaração de Deus na união de Adão e Eva ou por ser um arquétipo da união da igreja com Cristo. Na realidade entre os cristãos, especialmente os evangélicos, há uma ojeriza quase unânime ao divórcio, mas poucos sinceramente tem coragem de refletir sobre o que realmente significa "...o que Deus uniu não separe o homem".

Proponho algumas questões para tentar refletir um pouco mais sobre esse tema, baseado na minha experiência em viver em ambientes eclesiais por minha vida toda:

O fato de um casal de enamorados terem se apresentado diante de um pastor ou padre para publicamente assumirem um compromisso de viverem juntos para toda a vida (ufa, quanto tempo! Kkkkk...), significa que Deus os uniu?

A igreja virou o validador terrestre do caminho incompreensível de um homem e uma mulher juntos sobre a face da terra, conforme afirma Salomão?

É notório o fato, embora empurrado para debaixo do tapete nas igrejas, de que a moçada "temente à Deus" casa para poder transar, aplacando assim "licitamente" a sede da libido, não explicaria em grande parte o fracasso não assumido de muitos casamentos no seio da igreja, inclusive entre os líderes?

Um casal de enamorados que apresentem-se assim, consumidos pelo fogo do tesão, diante do altar para casarem-se "diante de Deus" (nesse caso "representado" ou substituído pela igreja), estariam sendo realmente unidos por Deus? Estariam eles espiritualmente casados mesmo, uma vez que a motivação de casarem é para poderem transar livremente dentro do contexto da moral cristã? Ou a igreja por "chancelar" essa união pelo seu conceito do que seja moralmente aceitável obrigaria à Deus a anuí-la?

Se não for só pelo sexo, mas por outros motivos em idade mais madura como solidão, dependência psicológica, baixa auto-imagem (no caso para casar com um/uma déspota) , pressão social, escassez de pretendentes, entre vários outros motivos que podem levar um casal a se unir em matrimônio será que diante de Deus, na verdade, esses seres estariam realmente casados?

E se durante a vida conjugal descobrirem que se casaram pelos motivos errados, e mesmo diante de uma tentativa de "fazer surgir" o amor que deveria ser a amálgama de sua relação diante de Deus e que seria o motivo -em princípio correto- para ambos se unirem, condenar-se-ia ambos a viverem uma relação de aparências, sufocando a vida e furtando a dignidade de ambos, bem como negando-lhes a oportunidade de recomeçarem suas vidas conjugais de maneira correta?

É bom lembrar que antes de haver separação de corpos, já existe um divórcio de corações e sentimentos que ensejam -especialmente aos homens- uma autorização subjetiva e uma justificativa emocional para "pular a cerca", aí sim tornando a vida insuportável para o traído/a!

Deus perdoa o ladrão, o assassino, o estelionatário, mas não pode perdoar uma burrada que um homem e uma mulher podem fazer a si mesmos em um casamento com as motivações erradas e nem ambos tem a liberdade de, em corrigindo o erro eventualmente pela via do divórcio e aprendendo com esse terrível sofrimento, partir para casarem-se com outras pessoas e assim serem felizes conjugalmente?

A "igreja" sequer admite essa possibilidade, pois seria admitir que tem feito um ineficiente trabalho em instruir seus membros a discernirem-se a si mesmos e submeterem suas consciências a luz da Palavra. Se fizessem isso, não precisariam se organizar em estruturas opressoras das liberdades individuais em Cristo, nem haveria o clero hierarquizado que depende da submissão irracional de seus seguidores para continuar existindo.

Decerto Deus abomina o divórcio, pois é um remédio extremamente amargo de sofrimento à seus filhos, a quem ama. Entretanto não podemos fugir à realidade que muitos casamentos que são celebrados diante do "deus-igreja", são feitos sob os mais variados e equivocados motivos com grandes chances dos noivos quebrarem a cara para satisfazer a exigência da moral social .

Já é passada a hora de encarar esse problema e enfrentá-lo, pois um curso de casais não consegue por vezes mitigar algo que já começa errado. Cada casamento é um casamento diferente, pois são compostos de pessoas de diferentes vivências e experiências. Soluções-padrão tem a desvantagem de polir o exterior de quem não tem consciência própria mediante práticas ideais aprendidas, mantendo uma fachada de êxito mas por vezes não provocando a mudança interior, que é de onde surge toda mudança significativa na vida de alguém.

Questões a serem refletidas, especialmente se levarmos em consideração o papel do casamento nos contextos político e social no decorrer dos tempos no AT e NT.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Servir a Deus é isso?



Servir a Deus é sacrificar o seu lazer semanal do domingo para durante uma ou duas horas discutir o sexo dos anjos e outros assuntos afins?

Servir a Deus é imbuir-se de um inflamável espírito de triunfalismo que não admite derrotas e desilusões, como se o viver fosse a própria negação do sofrimento?

Servir a Deus é não questionar nada que vá de encontro às “verdades espirituais” preconizadas pela sua instituição religiosa?

Servir a Deus é estar diuturnamente preocupado em ganhar o mundo para Cristo, esquecendo os cuidados básicos com os seus, em seu próprio lar?

Servir a Deus é construir templos suntuosos e colocar líderes impecavelmente vestidos em seus ornamentados púlpitos “cristãos”, para serem vistos como intocáveis e irrepreensíveis oráculos do reino dos céus?

Servir a Deus é mostrar cada vez mais ostentação e riqueza à medida que a igreja cresce numericamente?

Servir a Deus é ter muita cautela para não estabelecer com o seu Pastor uma relação espontânea de amizade e afeto, para que ele não o reprove nem o censure?

Servir a Deus é se martirizar dia a dia, mascarando a sua própria individualidade, numa tentativa inócua de exteriormente, identificar-se com o seu líder?

Servir a Deus é infundir medo nos corações das pessoas, para que elas se rendam e fiquem passivamente aprisionadas entre as quatro paredes “sagradas” do templo?

Servir a Deus é vender planos pessoais de salvação em prestações suaves e módicas com juros supostamente menores que os de mercado?

Servir a Deus é dizer para a criança que se ela não se comportar decentemente na igreja, Jesus fica triste e o Diabo alegre?

Servir a Deus é trocar a estrutura familiar opressiva por um sistema religioso que desumaniza em vez de humanizar?

Servir a Deus é torcer pela igreja como quem torce por um time de futebol, onde o que mais interessa é a vitória, mesmo com gol roubado pelo juiz da partida?

Servir a Deus é abdicar da liberdade de discordar, a fim de manter uma relação de amizade aparente com o seu líder?

Servir a Deus é nunca tentar fugir dos padrões convencionais do culto evangélico pasteurizado?

Servir a Deus é ter todo o seu tempo dedicado ao cumprimento das obrigações eclesiásticas?

Servir a Deus é se imiscuir no meio de multidões ruidosas em passeatas para Cristo, sem atentar que o que elas mais almejam é demonstrar o “poder político” de suas instituições eclesiásticas?

Servir a Deus é buscar apaixonadamente a hegemonia de sua igreja, mesmo que para atingir este objetivo, tenha que falar mal das outras denominações?

Servir a Deus é um investimento que fazemos com muito suor e sacrifício, no intuito de lá na frente, recebermos uma grandiosa recompensa?

Servir a Deus é fazer amigos com as riquezas adquiridas de maneira suja, para depois de lavá-las, serem trazidas ao altar, com o rótulo falso de “dinheiro purificado?

Servir a Deus é fazer parte de uma engrenagem que para manter a coesão do grupo se faz necessário adiar por tempo indeterminado o amadurecimento pessoal?

Servir a Deus é deixar de desfrutar as delícias que Ele nos deixou aqui na terra, em troca de uma castradora e violenta religiosidade?

Servir a Deus é combater compulsivamente os erros dos outros, e fechar os olhos para os demônios que habitam dentro de nós?


Ao responder com um SIM as perguntas acima, o leitor estará simplesmente concordando que, SERVIR A DEUS é prendê-Lo nos limites estreitos de uma instituição, instituição essa, que à maneira de um asilo, oferece guarida a nossa loucura de pensar que podemos definir o indefinível, de pensar que podemos reduzir ou conceituar o indecifrável, de pensar que podemos mensurar ou fixar conceitos e regras sobre um Deus que é indizível e que está em pleno e puro movimento.

E assim, como doentes mentais que perderam a maravilhosa capacidade de pensar, vamos perecendo pela vida afora. Vamos perecendo, ao permitir que outros pensem por nós, guiando-nos aleatoriamente nas densas trevas da ignorância.

Há um ditado popular que expressa uma cruel realidade, ao afirmar que a Bíblia do protestante cheira a “sovaco” por estar sempre debaixo da axila direita; ao passo que a do católico cheira a “mofo”, por estar sempre posta num oratório, eternamente aberta em um dos capítulos do livro de Salmos.

Uma interessante passagem do livro de Isaias (730 a.C.) reflete com todas as letras o estágio em que nos encontramos hoje, senão vejamos:

“...Dá-se o livro ao que não sabe ler dizendo: Por favor, lê isto; e ele dirá: Não sei ler. Diz o Senhor: Este povo se aproxima de mim com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim. O seu temor para Comigo consiste só em mandamentos de homens, em coisa aprendida por rotina”. - Isaias 29; 12 e 13

Que pena! Depois de decorridos tantos anos, se faz necessário evocar uma frase emblemática dita pelo profeta Oseias (700 AC) cujo eco, ainda hoje, continua a bater forte nas paredes resistentes de muitos corações: “O meu povo padece por falta de conhecimento”.

Por Levi Bronzeado. via Púlpito Cristão

domingo, 30 de agosto de 2009

Ao Ùnico - Koinonya



Ao único que é digno
De receber
A honra e a glória
A força e o poder
Ao Rei eterno, imortal
Invisível, mas real
A Ele ministramos o louvor.

Coroamos a Ti ó Rei Jesus
Coroamos a Ti ó Rei Jesus.

Adoramos o Teu Nome
Nos rendemos aos Teus pés
Consagramos todo nosso ser a Ti.