No que creio e tento viver.

Entendo que a verdadeira rendenção espiritual não tem entre os seus agraciados aquelas pessoas que posam de santas e moralmente irrepreensíveis, tampouco aquelas que investem a sua vida em defender a doutrina melhor fundamentada em escritos ancestrais... vejo que ela é alcançada pelo pecador arrependido que, por assim se reconhecer e ciente de sua limitação, ousa não mais negociar com Deus o Seu favor mediante seus esforços pessoais mas, em um passo de fé, acredita na bondade intrínseca de seu Ser e nos méritos do Cristo crucificado e ressurreto respondendo à essa fé com uma nova postura, voltada à Deus e ao próximo sem fanatismos, dando assim sabor à sua vida e a dos que estão à seu redor neste mundo. E tudo isso é possível exclusivamente pela Graça de Deus, fruto de Seu amor por nós.
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terça-feira, 26 de abril de 2011

Oração de Nietzsche: Ao Deus desconhecido


Texto de Leonardo Boff publicado originalmente no blog dele

Muitos só conhecem de Nietzsche a frase “Deus está morto”. Não se trata do Deus vivo que é imortal. Mas do Deus da metafísica, das representações religiosas e culturais, feitas apenas para acalmar as pessoas e impedir que se confrontem com os desafios da condição humana.

Esse Deus é somente uma representação e uma imagem. É bom que morra para liberar o Deus vivo. Mas não devemos confundir imagem de Deus com Deus como realidade essencial.

Nietzsche estudou teologia. Eu pude dar uma palestra na Universidade de Basel na sala em que ele dava aulas, quando fui professor visitante em 1998 lá. Essa oração que aqui se publica é desconhecida por muitos, até por estudiosos do filósofo. Por isso no final indico as fontes em alemão de onde fiz a tradução. No original, com rimas, é de grande beleza.

Oração ao Deus desconhecido

Antes de prosseguir no meu caminho
E lançar o meu olhar para frente
Uma vez mais elevo, só, minhas mãos a Ti,
Na direção de quem eu fujo.
A Ti, das profundezas do meu coração,
Tenho dedicado altares festivos,
Para que em cada momento
Tua voz me possa chamar.

Sobre esses altares está gravada em fogo
Esta palavra: “ao Deus desconhecido”
Eu sou teu, embora até o presente
Me tenha associado aos sacrílegos.
Eu sou teu, não obstante os laços
Me puxarem para o abismo.
Mesmo querendo fugir
Sinto-me forçado a servi-Te.

Eu quero Te conhecer, ó Desconhecido!
Tu que que me penetras a alma
E qual turbilhão invades minha vida.
Tu, o Incompreensível, meu Semelhante.
Quero Te conhecer e a Ti servir.

Friedrich Nietzsche (1844-1900) em Lyrisches und Spruchhaftes (1858-1888). O texto em alemão pode ser encontrado em Die schönsten Gedichte von Friederich Nietzsche, Diogenes Taschenbuch, Zürich 2000, 11-12 ou em F.Nietzsche, Gedichte, Diogenes Verlag, Zurich 1994.

Vi no Pavablog

domingo, 20 de fevereiro de 2011

John Piper fala sobre a Teologia da Prosperidade



Tenho ressalvas quanto algumas posições do John Piper -especialmente quanto ao "cristianismo" que ele defende- mas não posso negar que foi muito preciso em expor de maneira tão clara e consistente a falácia da teologia da prosperidade, da qual eu fui vítima. As seqüelas dessa perversão teológica que elencou são verdadeiras. Faltou somente expor o lento e dolorido processo de cura para quem se submeteu à essa armadilha diabólica.

Ví o vídeo no Genizah

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A angústia da alma que não escolhe confiar




Caio Fábio


Jesus disse em João 7:17 que todo e qualquer ser humano só pode saber se o Seu ensino é Verdade ou não, se o praticar em fé. E assim dizendo Ele encerrou todos os debates infrutíferos acerca da “verdade”, pois disse que a Verdade só pode ser ‘experimentada’, e só então se fará atestar como tal. Portanto, sem a experiência da Verdade na vida, nenhuma Verdade de Deus é Verdade para mim, e não se manifestará como fruto de libertação e liberdade, e conforme o reino de Deus, que é justiça, paz e alegria no Espírito Santo.

Sim, eu serei cristão, mas não saberei o que é ser discípulo de Jesus!

A questão é que neste ponto somos colocados diante de uma escolha, ainda que com muitas caras, e que é a seguinte: Tenho eu coragem de reduzir minha existência a uma só coisa, a uma única certeza?

Ora, nossa natureza adoecida pela insegurança que a experiência da Queda nos causou, é incapaz de tal simplificação, pois nos parece loucura, e suicídio existencial.

Só um louco a praticaria, mesmo que fosse pela fé.

Todavia, Jesus disse que essa é a boa parte que de ninguém é tirada. Jesus também disse que isto só aconteceria se o ser fizesse sua síntese em Deus, ao invés de ficar servindo a dois senhores, ou, às vezes, a muitos senhores.

Assim aprendemos que é essa tentativa de bigamia da alma, ora amando a um e aborrecendo ao (s) outro (s) ( e outras vezes invertendo o processo), de fato, o centro da angustia do ser.

É como a alma que tenta ter dois amores e que se devota a um na mesma medida em que despreza o outro. E assim vai, sempre existindo na alternância deste mesmo processo, e sempre sem paz. Ora, só terá paz em Deus. Pois se escolher qualquer outro amor, lhe será angustia, posto que por mais que me devote a ele, mesmo assim clama em mim o lugar essencial do único amor, do amor do Autor da Vida.

No mundo visível o Dinheiro expressa bem essa paixão e essa devoção. É o culto ao imediato e ao Poder nas mãos. É o altar do sucesso recebendo o holocausto da ambição que foi gerada pela insegurança de quem não consegue confiar. O dinheiro é confiança na própria mão. Por isto ele expressa um terrível senhor. Pois quem pensa que o tem nas mãos, já há muito está nas mãos dele.

Enfim, Jesus disse que tenho que reduzir minha existência a uma só coisa, a fim de que a boa parte não me seja tirada. E disse que somente a entrega à vontade do Pai é que poderia pacificar a alma e dar a ela sentido de significação eterna. No entanto, ele também disse que a fim de poder saber se Ele é a Verdade ou não, a pessoa tem que decidir antes, e pular de cabeça. Tem que escolher, e mergulhar sem medo. Pois, assim que o fizer, experimentará a graça do contentamento e da paz. O ser terá se unificado, e o contentamento tomará na alma o lugar das angustias antes geradas pelos serviços prestados aos muitos senhores; e prevalecerá a paz.

Ora, quando chegamos aqui, neste chão, onde de nós se demanda uma decisão, uma tomada de consciência, a pessoa tem que saber para onde olhar e como haverá de ponderar suas escolha e decisões de fé. Muitas vezes, e de modos muito diferentes, todos nós, durante a viagem no caminho, temos que escolher quem é o nosso Senhor. A maioria das vezes, o negamos; razão pela qual nossos seres vão apagando em sua luz interior, e o coração quase só amadurece como ente amargurado.

Paulo disse que atentava não nas coisas que se viam, mas nas que se não viam, pois as coisas que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.

Essa era maneira dele olhar e ver nas muitas vezes em que tinha que escolher. E o sentido da escolha, é o seguinte: temos que eleger nesta vida as coisas que se preservam para a vida eterna—como amor, misericórdia, justiça, alegria e paz—, pois o nosso corpo envelhece e morre, mas há escolhas feitas durante essa jornada que são eleições que nós fazemos acerca de nós mesmos para a eternidade.

Assim, se alguém se dispuser a pular e praticar a Palavra de Jesus, simplificando a sua própria existência, saberá o que é a Verdade e experimentará a libertação, não antes. Ele ensinou que esta é uma decisão da fé que segue, que se lança, que não sabe mais como voltar.

No entanto, a maneira de se preservar isto é não dividindo o ser entre dois ou muitos senhores. A alma só deixa de existir nesse movimento de angustia de devoções pendulares—Deus ou riquezas, por exemplo—se for pacificada diante de um único e supremo Senhor. Fazendo, desse modo, pela fé, todas as coisas serem fruto de amor a Ele. E o coração caminha em paz.

E isto só acontece se vamos ganhando coragem de interpretar a vida não privilegiando como cenário as coisas que se vêem, pois são temporais; mas sim atentando nas coisas que não se vêem, e que são permanentes. Isto é galardão na terra. É glória no ser. É Cristo em nós.

Mas ninguém saberá se não tiver a coragem de pular...

“Vem, e segue-me...”

“Para onde iremos nós, Senhor? Só tu tens as palavras da vida eterna!”

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Aos Crentes na Dúvida sobre Jesus...



Fico vendo o comportamento dos cristãos considerados cult, psicologicamente sensíveis...

Quem e como são?...

São necessariamente conflitados, recomendavelmente duvidosos, crentes em estado de permanente descrença; sem discernimento, mas muito críticos; evasivos quanto à eficácia do testemunho da Palavra pura e simples, embora cheio de opiniões negativas em relação a quem pregue sem angustia, conflito ou crise de fé; conhecedores teóricos das discussões da fé e dos dilemas teológicos, ainda que vivendo sem nenhum interesse prático/real no Evangelho que seja para além da informação e da discussão viciada...

Em geral são sempre descrentes de milagres [até nos da Bíblia], embora muito capazes de usá-los como alegorias ou lindas metáforas da vida...

Ou seja: quase sempre existindo como aquele que nem trepa e nem sai de cima; que nem chove e nem molha; que não é, mas não deixa de ser...

Ora, o que vejo é que estes, diferentemente dos falsos profetas e dos lobos, fazem seu próprio mal; posto que sejam mornos, sem intrepidez, sem disposição para além do discurso...

Portanto, sendo educados, parecem ganhar pela polidez de suas dúvidas o direito de existir em crise; sendo cavalheiros e finos, parecem poder caminhar em descrença aceitável; estando sempre em dúvida acerca de algo [...] mesmo assim continuam a discutir sobre o “tema Jesus”...

E, com isso..., se fazem passar por gente que duvida em razão de serem íntegros em relação à própria fé... Posto que sendo articulados, tornam seus conflitos elogiáveis, pois são ditos com benditas palavras psicológicas e filosóficas; e, sendo humanos no expressar seu sentir, ganham o direito de existir em dor, pois, sem dor de crise parece não existir real humanidade; tendo cultura, aparentemente dão aos demais crentes, menos instruídos, a sensação de que eles, os cult, os cultos, os sensíveis, são assim em razão de seu saber, da profundidade do seu sentir, e das angustias decorrentes de sua humanidade superior a dos demais...

Assim, estão e nunca são; dizem, mas jamais provam; pregam, e nunca aproveitam; sabem e não experimentam; poetizam, mas não amam para além das belas palavras; discutem a fé, e nunca a abraçam; falam de Deus, embora sempre em estado de dúvida devota...

Quando pastoreiam é antes de tudo em razão de suas próprias angustias...

Sendo assim [...] desconfiam de quem sendo humano não vive em angustia; de quem sendo pensante [...] não exista em dúvida; de quem crendo [...] busque viver conforme a fé; de quem confessando [...] não tema as implicações; de quem conhecendo a Deus [...] não se iniba quanto a afirmar...

Fico imaginando o que aconteceria, se tais deles, vivendo como discípulos de Jesus nos evangelhos, trouxessem tais devoções eternamente duvidosas a Jesus...

O que Jesus diria?...

Sim, se Ele disse que aquele que põe a mão no arado e olha para trás não é digno do reino de Deus [...] o que Ele diria a esses discípulos da dúvida?...

Ora, Ele não teve pudores jamais...

Aos Seus discípulos duvidosos Ele jamais disse que duvidar fosse parte de um processo normal de crenças [...], muito menos da fé...

Em Jesus não há elogios a duvida, mas tão somente à fé!

Não! Ele lhes pergunta: “Homens de pouca fé, por que duvidastes?”

Ante suas “impossibilidades” decorrentes da descrença..., Ele apenas disse: “Não pudestes expulsar o demônio por causa da pequenez da vossa fé!” E acrescentou: “Mas esta casta não sai senão por meio de jejum e oração”.

Sim, essa casta de crença sem fé, de fé que é apenas crença, e que se distrai discutindo a fé — de fato não sai senão mediante a sua quebra pela oração e pelo jejum.

Esta é a casta presente na maior parte dos pensadores da fé, mas que nunca se deixam pensar pela fé.

Sim, pois quem pensa a fé não é pensado pela fé...

Afinal, tal coisa somente acontece mediante a entrega em razão da confiança que faz a descrença morrer..., e que, ao mesmo tempo, introduz a pessoa no ambiente no qual “Deus não existe”, posto que em tal ambiente de fé não haja lugar para o Deus que existe, mas apenas para o Deus que É.

A descrença é relativa ao Deus que existe...

A fé decorre do Deus que É!

Portanto, brincar de crer sem crer é coisa de menino, e não de homem segundo o que Jesus considere um homem que anda mediante a fé, na alegria de não duvidar.

Leia os evangelhos e veja se Jesus acha legal viver sem as implicações de fazer da existência uma constante afirmação de fé...

Nos evangelhos você não encontrará este lugar..., embora encontre Jesus mostrando compaixão e amor também por esses, mas sem deixar de prosseguir em Seu caminho, vindo o candidato a discípulo após Ele ou não...

Nele, que não elogia a duvida como estado sadio de uma fé em crise permanente,


Caio

sábado, 10 de julho de 2010

Sobre Deus

O Dedo de Deus - RJ


Não sei explicar as razões de minha fé. Não sei dizer os porquês de minha devoção. Sinto-me inadequado para convencer os indiferentes. Como fazer que desejem o mesmo sal que tempera o meu viver? Limitado, reconheço que tudo o que sei sobre o Divino é provisório. Não tenho como negar, minhas convicções vacilam. As certezas que me comovem são, decididamente, vagas.

Sei tão somente que Ele se tornou a minha meta, o meu norte, a minha nostalgia, o meu horizonte, o meu atracadouro. Empenhei o futuro para seguir os seus passos invisíveis. No dia em que o chamei de Senhor, a extensão do meu meridiano se alongou e os fragmentos de meu mapa existencial se encaixaram. Ao seu lado, caíram os tapumes da minha estrada e o ponteiro da minha bússola se imantou.

Sei tão somente que Ele se fez residente no campus dos meus pensamentos. Presente nos vôos da minha imaginação, transformou-se no mais doce ponto de minhas interrogações. Causa de toda inquietação, tornou-se a fonte de minha clarividência.

Sei tão somente que Ele se desfraldou como flâmula sobre meus ombros. Por amar tanto e tão formidavelmente, cilício, purgações, sacrifícios, tudo foi substituído por desassombro. No porão da tortura, nos suplícios culposos, achei um ambulatório, o seu regaço.

Livros contábeis, que registravam meus erros, foram rasgados. Encaro a eternidade com a sensação de que as sentenças estão suspensas. Já não fujo dEle como de um Átila. Eu o chamo de Clemente.

Sei tão somente que Ele ardeu o delicado filamento que acendeu a luz dos meus olhos. Ele foi o mourão que marcou o outeiro de minha alma; sou um jardim fechado. Ele é o badalo que dobra o sino do meu coração e o alforje onde guardo acertos e desacertos do meu destino.

Sei tão somente que Ele me fascina com a sua luz refratada em muitos matizes. Dele vem o encarnado que tinge a minha face com o rubor do sol. Seu amarelo me brinda com o açafrão do mistério transcendental. Vejo um roxo que me colore de púrpura real. Seu branco é lunar e me prateia. Seu preto me imprime de um nanquim celeste. Por sua causa, a minha alma espelha o azul dos oceanos virgens.

O que dizer de Deus? Tão pouco! Calado, só espero que o meu espanto celebre o tamanho da minha reverência.

Soli Deo Gloria

Ricardo Gondim

domingo, 7 de março de 2010

O compromisso que até o diabo conhece...

Rubinho Pirola

"E SUCEDEU que, ouvindo todos os reis dos amorreus, que habitavam deste lado do Jordão, ao ocidente, e todos os reis dos cananeus, que estavam ao pé do mar, que o SENHOR tinha secado as águas do Jordão, de diante dos filhos de Israel, até que passassem, desfaleceu-se-lhes o coração, e não houve mais ânimo neles, por causa dos filhos de Israel." Js 5:1

O compromisso de Deus com o seu povo é sabido por todo o mundo espiritual. Menos por nós, é claro.

Há crendices de mais e fé, genuína, conhecimento de Deus e das suas promessas, reveladas na Palavra, de menos.

Essa passagem mostra só um dos exemplos, quando o povo chegou à Terra Prometida e os inimigos desanimaram (tiveram derretido o ânimo, em outra versão) ao verem o favor de Deus por eles.

Nem entre os da "escola da fé", que propagandeia a convicção no que Deus nunca disse, há, genuinamente confiança no que já temos em Deus pela graça de Cristo, pois vivem amedrontados que lhes caiam os céus sobre a sua cabeça, conforme não frequentem os cultos, não ofertem o que lhes foi exigido e outras "obras mortas" e exigências de líderes mais falsos que notas de dois e cinquenta.

Esses dias foi-me perguntado se "o inferno desejava a morte de Cristo". Eu digo que não. Nem de longe.

Tudo o que sempre fizeram o diabo e todo o terço dos exércitos de anjos caidos foram amedrontar Jesus para que Ele caísse nesse que é o maior mal da igreja de hoje e de sempre - temesse o seu sacrifício e poupasse a si mesmo.

A coisa toda foi a tentação de Jesus dar a meia volta e preferir a sua própria salvação, a negação da sua unção de ser a "oferta de Deus", a oferta pelo pagamento do nosso erro. Tudo o que o inferno queria era que Cristo não se oferecesse, não sofresse, não se desse até a morte. O que eles não queriam, precisamente, era que Ele morresse. Jesus deixou bem claro a procedência dessa tentação quando Pedro, ao ouvir sobre a previsão de como tudo se consumaria no ministério do Senhor, tentou dissuadi-lo da ideia. Aquilo viera (e vem sempre) do próprio Satanás"(Mt 16:23).

Os demônios, fizeram tudo o que puderam, tentaram aterrorizá-lo quando Jesus passou pelo "vale da sombra da morte" - que não é ainda a morte - é mais aterradora do que ela própria (É sabido que na Europa, antes da instauração dos campos de concentração de dos guetos, morreram por suicídio judeus em maior número dos que deram cabo da própria vida após isso).

Se os nossos inimigos souberam, posto que estiveram lá nos começos, que Cristo haveria de vir e, não olhando para a sua própria comodidade dar-se-ia para que hoje, todos os seus, fossem libertos de uma vez por todas da morte e das garras do inferno - e os expusesse ao desprezo - então não é plausível que desejassem o seu sacrifício.

É uma loucura, mas crer, até o diabo crê, na verdade que "ninguém nos poderá separar do amor de Deus em Cristo Jesus". O problema somos nós mesmos.

Se até o diabo sabe disso e os nossos inimigos todos, só falta que nós creiamos...

sábado, 17 de outubro de 2009

Princípio Zancul: devemos dar esmolas?

José Zancul foi presbítero na igreja de São Carlos quando lá pastoreei. Aposentado do Banco do Brasil, era e é uma homem singular, de uma simplicidade ímpar e de uma obediência invejável à Palavra. A sua generosidade não vi ainda em outra pessoa.

Certa feita estava conversando com ele na garagem da sua casa no cair da tarde, já anoitecendo. Um conhecido pedinte alcoólatra do bairro se aproximou de nós e nos saudou pelo nome, pois nos conhecia e nós a ele. Eu sabia que vinha, uma vez mais, pedir dinheiro e eu já havia decidido que não daria dinheiro a ele para que não gastasse em bebida, pois assim, entendia eu, estaria contribuindo ara o seu vício.

Dito e feito. Ele se virou para o seu Zancul e pediu um dinheiro para comer um sanduíche. Eu estava certo de que o pedinte teria a mesma resposta que eu lhe daria se a mim pedisse. Para surpresa minha, o seu Zancul colocou a mão no bolso e tirou o dinheiro e perguntou se aquilo era suficiente para comprar um sanduíche. O bêbado disse que sim e se foi, agradecendo e pedindo a benção de Deus sobre o doador.

Fiquei surpreso e, ao mesmo tempo, irritado. Do alto de minha convicção e como pastor dele, coloquei minha posição e minha recusa em dar dinheiro àquele homem. Mais surpreso fiquei ao ver a resposta do seu Zancul: "Ele me pediu dinheiro para comer e eu dei dinheiro para comer. Não me cabe julgar se ele vai comer ou não, cabe dar a quem está com fome e a mim assim declara. Se eu não der, estou julgando. Se eu julgar, fico com o juízo. Se eu dou, fico com a benção. Se ele comer o sanduíche, a minha benção se estenderá a ele. Se ele gastar em bebida, ele fica com o juízo de Deus por ter mentido, mas ainda assim a benção é minha. Não esqueça, pastor, que Jesus ensinou que Ele esteve com fome e não lhe demos de comer, teve sede e não lhe demos de beber, esteve preso e não o visitamos, nu e não o vestimos. Não sei como e nem por que, mas cada vez que vejo uma pessoa assim na minha frente, vem a mim a pergunta: será que é Jesus Cristo me pedindo?"

Saí dali de cabeça baixa, entendendo haver muita sabedoria naquela simplicidade generosa. Aprendi ainda que nem sempre a coloquei em prática, para demérito meu. Nas vezes em que o "princípio Zancul" foi aplicado por mim, meus filhos e minha esposa, tivemos a certeza de que ele tinha razão: a benção foi nossa em ajudar.

Marcos Roberto Inhauser

fonte: Genizah

A sabedoria mora com gente simples já dizia Salomão em Provérbios 11:2

sexta-feira, 28 de agosto de 2009



Não tenha sobre ti nenhum cuidado qualquer que seja
Pois um, somente um seria muito para ti.

É Meu, somente Meu todo trabalho
E o teu trabalho é descansar em Mim.

Não temas quando enfim tiveres que tomar decisão
Entrega tudo a Mim, confia de todo coração.

É Meu, somente Meu todo trabalho
E o teu trabalho é descansar em Mim.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Reposta a um neo-evangélico

Há alguns dias atrás, em um fórum de debate evangélico, um debatedor ufanou-se do atual crescimento da igreja evangélica, desprezando o modo de ser do que chamou de "igrejinhas": mirradas, improdutivas e retrógradas. Por isso elaborei o texto-resposta que abaixo transcrevo:

Me lembro que antigamente o pessoal das "igrejinhas" do interior e das igrejas da cidade era respeitado. Palavra de crente era confiável, pastor era padrão de conduta moral a ser observado e os chamados "descrentes" depositavam sua confiança naquele vizinho crente que ia com a família de ônibus para o culto.

Estes abriam o seu coração para eles, pois eram gente que como eles, padeciam dos mesmos sofrimentos, mas os “descrentes” reconheciam que neles havia paz nas tribulações e uma esperança de vida que os fazia encarar as dificuldades com bom olhar, como obra de ensino de Deus para suas vidas.

Sabiam que seriam acolhidos e no máximo seriam gentilmente convidados a participar de um grupo de oração caseiro ou a uma visita a um culto de domingo. Sem forçar a barra e sem usar o juízo infernal que os esperava como instrumento de “conversão”. Só a solidariedade e o amor desses crentes, abria por si a porta para que o Espírito Santo operasse a conversão daquelas vidas.

E hoje em dia, que tipo estado de coisas assistimos?

Crente virou "evangélico", estratégia de marketing eclesial barato, para descolar a imagem de pobreza que as antigas "igrejinhas" impingiam.

Os líderes são um péssimo exemplo. Escondem dólares na bíblia; compram jatos; possuem casas no exterior; andam com carrões importados; cercam-se de seguranças; pedem despudoradamente dinheiro a torto e a direito; erguem impérios empresariais; alegam que Deus os orienta a tripudiar sobre a credulidade e voluntariedade de seus fiéis; equipam-se menos com amor e boa teologia e mais com instrumentos de manipulação de massas; omitem de seus seguidores-contribuintes os valores que a comunidade levanta, transformando a contabilidade da igreja em uma caixa-preta que só tem acesso quem faz parte do “esquema”.

Abdicaram da legitimidade da hermenêutica e da exegese bíblicas, passando a interpretação pessoal das escrituras e aliados à perniciosa teologia da prosperidade, trocaram a conversão genuína operada pelo ES pela adesão religiosa intelectual. Uma reengenharia igrejeira, uma emulação humana sobre a operação divina para manter essa estrutura com mais gente contribuindo para aumentar a arrecadação e o poder de influência política.

Ser pastor virou carreira empresarial, haja vista a quantidade de novas igrejas que se abrem como um franquia, repetindo os mesmos meios e partidos teológicos que “dão certo” sob uma bandeira (nome) diferente. Ninguém mais hoje encara o “ser pastor” como um chamado sob a qual dependa-se de Deus para cumpri-lo, mas sim como um meio de vida –por sinal em muitos casos um excelente meio de vida. O antigo sonho de ser um servo entre os servos virou o desejo de ser uma estrela que hipnotiza multidões.

Por isso as estratégias de aumento numérico dos seus seguidores, via G/M12 ou similares, estratégias de propósitos ou uso de diferenciais chamativos do tipo campanhas para qualquer finalidade material, viés rejudaizante nas expressões da pseudo-espiritualidade, e por fim uma alegada união dos “evangélicos” para a evangelização em massa, que esconde por trás nada mais que o fervoroso desejo dessas lideranças em tomar o poder temporal nas mãos, não povoando os céus, mas multiplicando seu curral eleitoral para barganhar votos na podre política de nosso país.

O convite ao “descrente” não é mais para uma reunião de oração em casa ou à um culto na igreja. O convite é para sair da miséria, ter a família restaurada, ter um emprego melhor, se juntar a uma organização formada só por vencedores, que seu líder é “o cara” e que se estiver sob a orientação desse semideus a vida do incauto vai ser “benção pura”, que para isso basta “aceitar Jesus” e tornar-se seguidor da igreja –não esquecendo que tudo isso não vai acontecer se não houver a entrega fiel dos dízimos e ofertas a igreja. Ou seja: o “descrente” vira um crente pagão, pois encontra nessa igreja os mesmos elementos que encontra em qualquer outra religião, em especial a barganha com a divindade.

O caráter essencialmente materialista dos neo-evangélicos torna-os mais fragilizados emocionalmente e espiritualmente que qualquer outra pessoa no mundo. Quando a inevitabilidade do fracasso, do erro, do engano e da morte os atinge denunciando o engodo de sua crença (posto que fé é outra coisa conceitualmente), tornam-se seres infantilizados diante das calamidades da vida. Não raro muitos se “desviarem”, outros tornarem-se ateus e outros ainda voltarem a suas crenças de origem.

Segundo essa lógica obtusa, de que as igrejinhas de nada valeram, parece-me que a vista dessas coisas, os espertalhões de hoje identificaram algo que essas igrejas possuíam e que sobre ela ergueram um império, a custa da destruição da própria matéria-prima: idoneidade espiritual.

Em resumo: a igreja de hoje promete algo que não pode entregar, vende o peixe que não tem. Está muito longe de voltar a ter a idoneidade as “igrejinhas” e mais ainda de conseguir compreender a profundidade da mensagem do evangelho. O evangelho não faz a suspensão do curso da vida sobre um mundo afetado pelo pecado, mas discerne o que vale e o que não vale a pena praticar, e isso é um exercício diário de desenvolvimento de nossa salvação na dilatação de nossa consciência sobre nossos valores e limites. E quando isso se instala em nós, evangelizar é tão natural quanto respirar ou comer, sem a necessidade da elaboração de estratégias mirabolantes ou planejamentos de metas.

Quem opera a conversão é o Espírito Santo. Nós somos apenas aqueles que testemunham da eficácia do evangelho, posto que até mesmo nós somos dispensáveis nesse processo, se assim Deus determinasse.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

As três capinas


Adriano é um irmão humilde e trabalhador de uma igreja batista do interior do Estado de São Paulo. Casado com Divanete, ambos levam a vida típica da gente simples do chamado Brasil profundo, lutando com as dificuldades e sempre buscando uma renda extra para fazer frente aos gastos da família. Adriano tem um trabalho digno e aproveita os dias de folga para fazer alguns bicos e ganhar um dinheirinho honestamente. Um desses bicos é capinar terrenos baldios, algo muito necessário nas cidades do interior. Num dia muito quente, Adriano foi capinar um terreno e, conversando com o pastor da sua igreja, este lhe aconselhou que usasse um chapéu, pois o sol estava muito forte naquele dia, mas Adriano não lhe deu ouvidos. Foi capinar com a cabeça desprotegida e quando estava na metade do serviço, percebeu - tarde demais - que o pastor tinha razão. O sol estava de "rachar mamona", como se diz na roça, e ele já estava se sentindo mal, se expondo aos riscos de uma insolação. Não teve dúvidas: parou o serviço e orou, pedindo a Deus que lhe ajudasse a suportar o calor. Pouco depois, capinando uma moita, viu que atrás dela, no meio do mato, estava um boné novinho em folha, o que o deixou muito feliz. Parou o serviço novamente e deu glórias a Deus por ter respondido a sua oração.

Algum tempo depois, surgiu outro terreno para capinar, cujo proprietário lhe havia pedido urgência, pois precisava começar uma obra no dia seguinte. Já declinando a tarde, a enxada que Adriano usava soltou a cunha, e a gambiarra que ele fez não ajudava muito, já que ele mal conseguia capinar com aquela peça bamba. Recriminou-se por não ter pego uma enxada melhor. Não teve dúvida, parou tudo e orou pedindo ajuda a Deus. Pouco depois, deu uma enxadada numa quiçaça e ali, para sua grata surpresa, tinha uma cunha semi-enterrada, que cabia perfeitamente na sua enxada. Diante do achado, levantou as mãos ao céu e glorificou a Deus efusivamente, o que deve ter assustado a vizinha que via pela janela a cena insólita de um homem cansado, no fim da tarde, agradecendo a Deus por uma cunha. Pelo canto dos olhos, Adriano só teve tempo de ver a cortina se fechando rapidamente.

Passados alguns dias, outra pessoa pediu a Adriano um serviço de urgência, que ele não podia recusar nem fazer num dia só sem a ajuda de outra pessoa. Combinou com o seu irmão, mas este avisou-lhe a tempo que não poderia ir. Chamou um rapaz que às vezes lhe ajudava, mas no dia e hora combinados, ele simplesmente não deu as caras. Lá estava o terrenão enorme pedindo enxada, e só Adriano a lhe encarar. Decidiu-se a fazer o que podia, mas já terminava o dia e ainda faltava muito chão para capinar. Exausto e já próximo do desespero, não teve dúvida: parou tudo e clamou a Deus por socorro. Mal teve tempo de dizer o "amém", quando percebeu uma sombra estranha denunciando um vulto enorme que se aproximava. Era um homem negro, grande, mal encarado, como aquele personagem condenado à morte no filme "À Espera de Um Milagre", o que lhe deixou com um baita medo naquele ermo do sem fim. O homem se aproximou e disse:

- Ei, rapaz, você não quer que eu te ajude? Tem muito terreno ainda e eu posso te ajudar por um trocadinho qualquer...

Adriano combinou o preço com o socorro recém-enviado dos céus - que, segundo ele, era um verdadeiro trator - e terminou o seu dia feliz, levando dinheiro para casa e dando glórias a Deus.

Esta é uma história verídica...

Ouvindo esta história, eu fiquei pensando cá com os meus botões: esta é a fé que Deus honra. Não uma pseudo-fé auto-imputada, arrogante, soberba, que trata Deus como um menino de recados ou um escravo obrigado a "honrar" quem alega segui-lO, de preferência cobrindo-o de bens, mas uma fé simples, inocente, dedicada, que se dispõe e põe a mão no arado e na enxada com vontade de ser feliz, e não tem vergonha da sua condição, nem de pedir auxílio a Deus quando as coisas não saem exatamente como se pensava, e em tudo dando glória a Ele. Simples assim...

Fonte: Bereianos

segunda-feira, 15 de junho de 2009

terça-feira, 26 de maio de 2009

Palavra "da hora" 2

"Eu pedi prosperidade... Deus me deu cérebro e músculos para trabalhar."
Madre Teresa de Calcutá

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Palavra "da hora"

"A capacidade de discernir entre o que é reto e o que não o é, podemos possuí-la unicamente pela confiança individual em Deus. Cada um deve aprender por si, com auxílio dEle, mediante a Sua Palavra. A nossa capacidade de raciocinar foi-nos dada para que a usássemos, e Deus quer que seja exercitada." (E. G. White)

A sabedoria pode vir das fontes de onde menos esperamos.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Ainda existe esperança !


Com o coração impactado pela coragem desse pastor e envergonhado por pertencer a uma geração bunda-mole.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Deus bom tem que dar sorte ao crente...


Deus pra quê?...
Sim, pra que Deus, se você de fato apenas precisa de sorte!
A sorte é o “Deus” dos cristãos.
Sem Deus sem sorte.
Sem sorte sem Deus...
Com Deus com sorte...
Na prática é assim que é...
Deus é sorte.
Deus é poder.
Deus é vantagem.
Deus, Deus mesmo, demanda obediência em fé.
O Deus/sorte, porém, requer somente certas magias, como freqüência ao lugar de poder [a “igreja/templo”], pagamento sem sonegação do dizimo [taxa de proteção], e a ousadia de dizer que “o nosso Deus é Maior e Melhor”.
Esta é a mandinga...
Portanto, pergunto: Deus pra quê?...
Deus! Ora, Deus serve na hora que nossa esperteza já não resolve, ou quando nossa fraqueza já não suporta...
Na alegria, porém, Deus entra como a fé/figa dos sortudos!...
“Graças a Deus”, dizem quando a sorte como prosperidade material os alcança.
De fato, entretanto, foi graças à sorte...
Afinal, não havia fé; havia apenas cara de pau em nome de Deus!
Entretanto se crê que Deus dá sorte...
Deus é o Pé de Coelho Cósmico.
Deus é a figa que nem o diabo suporta...
É por isto que quando as coisas não dão certo do jeito que se “sonha” ou “espera”, a culpa é de Deus.
Há até aqueles que dizem: “Como pode que eu faça a minha parte e Deus não faça a Dele?”
Deus? Ora Deus tem que dar certo...
Deus que não dá certo, pode até estar certo, mas tá errado.
O direito/dever de Deus é fazer acontecer...
Esse é o trabalho de Deus.
Do contrário, pergunto: Deus pra quê?...
Um Deus que não dê sorte é inferior ao diabo.
Tem gente que até me pergunta: “Mas como? Na Macumba dava tudo certo. Por que Deus é tímido? Por que não age como os espíritos da Macumba?”
Os crentes não gostam do recato de Deus...
Deus bom é escrachado, é abusado, é mal educado!
Deus espírito e verdade não serve... É muito na Dele... É muito invisível... É pouco útil.
Jesus olhou para Jerusalém e chorou...
O que Ele faz quando olha para esse bando de crentes que amam a sorte e não a Deus?
Ele diz:
“Sigam os seus próprios caminhos!”
O resultado é todo azar da eternidade!

Nele, que chora nossa sorte como azar,

Caio, 24 de abril de 2009, Copacabana, RJ

domingo, 26 de abril de 2009

Senhor do Tempo




Ele é o Senhor do tempo. De todos os tempos, bons ou ruins.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Milagres na Nigéria

Essa série de vídeos (impressionantes e despudorados) demonstra que ainda podemos ver sinais e maravilhas pela simples fé com imposição de mãos, sem necessidade de qualquer espetáculo, pregadores eloqüentes ou cantores famosos.



cura de câncer nos lábios e vagina





cura de câncer no escroto (impressionante)





cura de câncer nas nádegas





cura de câncer no pé





cura de um paralítico (observe os músculos da pernas atrofiados pela falta de uso e a falta de equilíbrio para andar)





cura de mal de parkinson





ressurreição de mortos (poderia ser um ataque de catatonismo?)




Quanto a autenticidade desses milagres, somente posso atestar por gente conhecida que tem ido a Nigéria em missões que Deus tem feito operações extraordinárias no meio do povo. Parece-me que os milagres aqui apresentados são reais e não há manipulações no vídeo pelos sinais físicos de debilidade dos agraciados, por isso os postei aqui.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O Sonho


Parece coisa de criança... mas não é !

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Chega de papo furado. Vamos orar !

Somos informados pela Palavra que nada temos porque não pedimos, e que, quando pedimos, não obtemos, pois, pedimos mal, apenas para esbanjar nos prazeres e nas ilusões de aquisição, poder e conquista.
Por outro lado somos estimulados a pedir bem, segundo a vontade de Deus, que é amor, pois, assim sendo, sabemos que já obtivemos o que Lhe temos pedido.
Jesus mandou que pedíssemos com amor e fé, em Seu nome, pois, Ele mesmo é a Resposta a todas as nossas orações.
E mais: Ele disse que quando pedíssemos veríamos tanto amor de Deus sendo derramando que nossa alegria espiritual seria completa.
Além disso, foi Jesus também quem disse que ao orarmos devemos crer de antemão que já fomos ouvidos.
Já vi muitas vezes na vida o que uma intensa dedicação à oração concentrada em fé e amor pode realizar.
Vi acontecendo com outros e também comigo!
Na realidade vejo que peço pouco, pois, de algum modo, é como se eu mesmo soubesse que Ele sabe, e, assim, pelo excesso de certeza acerca Dele, não peço como foi ordenado que eu fizesse. Porém, quando faço, minha alegria é sempre completa, pois, muitas vezes, vejo na hora as coisas acontecerem. Outras vezes, no entanto, demora um pouco, e, em tais casos mais demorados, nem sempre a resposta vem como solicitada, pois, de fato, sempre vem melhor.
Eu, todavia, creio que se alguém se dedica a pedir aquilo ao que Jesus diz “amém”, não há como não vir a acontecer.
Jesus enfatizou a oração mais do que qualquer outro tema.
Sim! Jesus manda orar; orar mesmo; orar sem cessar; orar para não entrar em tentação; orar para amar o inimigo; orar pela vinda do reino; orar pelos doentes e encarcerados; orar pelos aflitos do mundo; orar por reis e governantes; orar pedindo que a grande tribulação não seja longa demais; orar pedindo que nossas fugas não sejam no inverno da vida; orar pela subversão dos poderes do mundo; orar sabendo que nenhuma autoridade manda em nada; orar crendo que para Deus tudo é possível.
Sobretudo, Jesus mandou orar com amizade por Deus, com solidariedade pelas causas do céu na terra!
Oração, todavia, hoje em dia, é, na melhor das hipóteses, uma macumba, um exercício de poder, um acesso alternativo aos “bens deste mundo”; ou, ainda, apenas um falar autoritário enquanto se marcha no chão do templo pedindo sucesso, carro, casa, emprego, ou soluções para problemas afetivos com o marido, o amante ou a eliminação dos inimigos.
Fui interrompido por alguns minutos!...
Mamãe ligou pra mim... Minha tia Elvira, a mais velha da casa de meu pai, acabou de partir para encontrar com Jesus, com meu avô, com meu pai, com meu irmão Luiz, com meu filho Lukas, e com todos os meus tios e tias que já foram, e, também, foi e já está na presença do Rei da Glória.
Louvado seja Deus pela partida de minha tia santinha e amada!
Aqui de onde estou — sem poder correr até Manaus para sepultá-la e consolar meu primo João Fábio, único filho dela — oro por todos e também pelo meu primo João; e peço ao Espírito Santo que se derrame sobre ele e sobre todos agora.
O Anjo do Senhor está acampado!
Por que você não firma o propósito de orar sempre neste ano que agora começa?
Sim! Falar menos, ouvir mais, opinar menos, julgar nada, e, em compensação, orar tudo o que antes seria objeto de seus discursos e tentativas de intervenção pessoal!
Fale com Deus. Com os homens adianta muito pouco!
Com oração, Nele, que é o meu Amém,

Caio, 4 de janeiro de 2009, Lago Norte, Brasília, DF

Convite ainda vigorando... vamos ?

sábado, 4 de abril de 2009

O Amigo da Festa



Convide-O também para mudar as lágrimas que tem enchido as talhas de seu ser em vinho de alegria a paz.