No que creio e tento viver.

Entendo que a verdadeira rendenção espiritual não tem entre os seus agraciados aquelas pessoas que posam de santas e moralmente irrepreensíveis, tampouco aquelas que investem a sua vida em defender a doutrina melhor fundamentada em escritos ancestrais... vejo que ela é alcançada pelo pecador arrependido que, por assim se reconhecer e ciente de sua limitação, ousa não mais negociar com Deus o Seu favor mediante seus esforços pessoais mas, em um passo de fé, acredita na bondade intrínseca de seu Ser e nos méritos do Cristo crucificado e ressurreto respondendo à essa fé com uma nova postura, voltada à Deus e ao próximo sem fanatismos, dando assim sabor à sua vida e a dos que estão à seu redor neste mundo. E tudo isso é possível exclusivamente pela Graça de Deus, fruto de Seu amor por nós.
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Normose

Entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, sobre uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal.

Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito 'normal' é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema.

Quem não se 'normaliza', quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo.
A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.

A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas? Eles não existem.

Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado.
Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha 'presença' através de modelos
de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser
do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.

A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar? Freqüentar terapeuta para bater papo?

Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta.

Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.

Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante.

O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros.

É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais. Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.

Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações.

Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.

Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

Principalmente mais felizes...

O prof. Hermógenes é um dos primeiros praticantes de yoga no Brasil, destacando-se como como um de seus primeiros promotores por aqui.
A despeito de sua prática yogue, é flagrante identificarmos que o que chama de "normose" é uma doença alastrada na igreja evangélica brasileira.
Não se trata de colocar em xeque os bons ensinamentos e práticas morais da igreja, mas sim a obrigatoriedade do cristão se comportar seguindo um código de valores que freqüentemente descaracterizam o ser.
Para fazer parte do grupo, todos precisam freqüentar os mesmos seminários, vestir-se padronizadamente, utilizar-de se jargões "santos", ser exemplo (não de Cristo, mas do comportamento social da igreja) para os de fora e de dentro, seguir cegamente as orientações do líder sem espaço para ser o que se é.
Essa vida de fraude pessoal compulsória deve ser substituída pela liberdade de ser em Cristo; nossa consciência encharcada pelo E.S. deve ser nosso guia; a Palavra deve estar encarnada em nosso viver. Sem isso, viramos o esteriótipo do crente, carregando em nosso modo de ser idiossincrasias que não fazem parte de nosso ser.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Graça na desgraça

Michael Jackson, o entronizado “Rei do Pop” morreu.

A notícia correu rapidamente nesse mundo virtualmente globalizado.

Fãs aglomeram-se em locais-ícone da história dessa figura do mundo da música, as TVs cobrem à exaustão o fato, nos principais portais da internet as últimas notícias e comentários sobre sua vida são abundantes, os mecanismos de busca como o Google por exemplo registram 79 milhões de resultados no momento em que escrevo essa reflexão.

Garoto negro, pobre, filho de um metalúrgico exigente e de uma dona-de-casa afetada pela poliomielite, nasceu em plena época da luta dos negros pelos mesmos direitos civis que os brancos. Desde cedo seus irmãos mais velhos demonstravam talento para a música, e com Michael não era diferente. Desde a infância era evidente seu carisma, algo que seus irmãos não possuíam, além de uma voz marcante que o levou a ser o vocalista e destaque da banda Jackson 5, em 1969.

Já nos anos 1980, segue em carreira solo lançando 3 discos que o consagraram no cenário mundial da música, uma vez que como vocalista do Jackson 5, seu talento era reconhecido: Off the Wall produzido pelo maestro Quincy Jones; Thriller e BAD. A explosão de criatividade, evidenciada na fusão de estilos musicais e no tratamento diferenciado de seus vídeo-clips, com destaque para Thriller, o consagrou ao posto que até ontem desfrutou em vida , como “Rei do Pop”.

Como todo ciclo da natureza, após o ápice vem a fase de declínio. Com álbuns não tão inspirados, repetindo as mesmas fórmulas que o consagraram, mas mesmo assim mantendo seu estilo e ainda conquistando novas gerações com sua música, entra em uma fase estável em sua carreira, que poderia ter se perpetuado caso suas extravagâncias e escândalos não tivessem prejudicado sua imagem pública.

Acusações de pedofilia, mudanças radicais na aparência, casamentos esquisitos, concepção de filhos realizados de maneira suspeita, gastos perdulários, processos judiciais, acordos milionários, vida extravagante, manias, esquisitices e finalmente falência são os principais ingredientes nefastos de sua curta vida.

No que tange a saúde lúpus, vitiligo, dores constantes a ponto de ter se viciado em analgésicos além da exigência extrema do corpo nas danças são algumas das doenças mais divulgadas. Quanto à sua vida, teve um pai exigente e autoritário, o seqüestro de sua infância e adolescência pela fama, o excesso de dinheiro que permitia a si a fuga da realidade e o assedio das vicissitudes inerentes ao show-business.

Certamente, apesar de aparentemente ser uma criança-adolescente aprisionada no corpo de um adulto (a chamada síndrome de Peter-Pan), Michael Jackson viveu, em intensidade, mais de 50 anos. O turbilhão que o assolou desde os 9 anos de idade, o envelheceu rapidamente na alma. Tornou-se vítima de seu talento e carisma ao entrar na roda da neurose coletiva de criarem para si “ídolos”, esquecendo-se de suas limitações como qualquer ser humano normal e permitindo-se que suas esquisitices dominassem sua vida, não mais discernindo as coisas.

Paulo em 2 Coríntios 4:7 diz: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.”. Apesar do contexto concernente ao evangelho que esse fragmento integra, não consigo deixar de associá-lo a vida desse astro pop.

Apesar da pobreza e de sua origem étnica, a vocação musical de sua família, herdada de seu pai, músico que tocava na noite, eram sinais manifestos da graça de Deus, mais ainda com o carisma do pequeno Michael. Mesmo diante de uma família em um contexto fraturado, com cobranças, exigências, má conduta paterna, relacionamentos interrompidos, Deus não se furtou em agraciá-los com o dom da música, algo que é tão importante na terra como no Céu, ainda mais nesse.

O uso dessa graça, que só se manifesta em gente, é de competência pessoal. E decisões pessoais tem o poder de transformar graça em desgraça. Ao ver a incontida vocação de seus filhos para a música e também uma oportunidade de melhorar a vida de sua família com esse dom, seu pai tratou de investir nesse sentido, obstinadamente esquecendo-se que o “menino de ouro” era só um menino, que precisava ser menino em seu tempo de menino.

No entanto, mesmo diante dessas circunstâncias, o “tesouro” do talento e do carisma de Michael sempre estiveram contidos em um “vaso de barro” – o próprio Michael. Uma grande voz em um ser infantilizado; um performer contido em uma aberração física; um ser divinamente criativo com uma conduta sexual duvidosa; um ser que em seu interior abrigava o astro reluzente de seus dons concomitante ao buraco negro de sua existência.

Esse conflito irresoluto o levou à reclusão. Além das necessidades financeiras que o pressionavam, dizem que ele animou-se a retornar ao show-business pois queria que seus filhos -agora já mais crescidos- o vissem no palco, mais ou menos no mesmo sentimento do pai que leva, orgulhoso, seu filho para o trabalho. Quem sabe?

Para mim que na minha adolescência e juventude tiveram a presença marcante de Michael Jackson, apesar dos escândalos, torcia para que esse retorno pudesse ser “a” volta por cima. Para que além de mim, minhas filhas pudessem testemunhar essa manifestação da graça incontida de Deus em um ser humano, tão humano como Michael Jackson. Que mesmo diante de suas idiossincrasias, seu talento e carisma divinos falavam mais alto que qualquer fracasso em sua vida pessoal.

Na verdade o que seus fãs não sabem é que são fãs não de Michael Jackson, mas da graça divina que resolveu se manifestar nele, apesar dele. O “vaso de barro” se quebrou, sem conserto na terra. Fica a lembrança da graça divina que ele manifestava nas suas músicas, danças, clips e shows.

Pesar

1958 - 2009

quinta-feira, 18 de junho de 2009

sábado, 13 de junho de 2009

Jesus Loves Me


Sim, Ele nos ama.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

God is Able


Aretha Franklin, Little Richard, Billy Preston. Bom demais.
Mais uma original de Little Richard:
http://www.youtube.com/watch?v=ERIF_VjaVeo

domingo, 31 de maio de 2009

I Love The Lord !


Whitney Houston em versão gospel

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Amazing Grace - Mahalia Jackson


Interpretação visceral de Mahalia Jackson. Mais dela em:
http://www.youtube.com/watch?v=gPZuWzZvoYQ

sábado, 16 de maio de 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

Fim de tarde no portão


Ele nos espera, para estarmos juntos.

domingo, 10 de maio de 2009

Você pode ter...



Clássico evangélico de Sérgio Pimenta. Bom recordar, bom é viver.

sábado, 9 de maio de 2009

He, I Believe


Eu acredito ! E você ?

domingo, 3 de maio de 2009

Maravilhosa Graça !


Sem palavras...

domingo, 26 de abril de 2009

Senhor do Tempo




Ele é o Senhor do tempo. De todos os tempos, bons ou ruins.

domingo, 19 de abril de 2009

É de coração



É de coração... e só de coração.

sábado, 18 de abril de 2009

domingo, 12 de abril de 2009

I still haven't found what I'm looking for

Música do U2 na voz de Jorge Camargo.



Assim como a arte, Deus não conhece fronteiras

sábado, 4 de abril de 2009

O Amigo da Festa



Convide-O também para mudar as lágrimas que tem enchido as talhas de seu ser em vinho de alegria a paz.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Uma certa idade



Robin Glass - http://web.mac.com/robinglass/Robin_Glass/me.html

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Oração de Poder, de não poder mais…

Sempre quando me deparo com o termo de “Oração de Poder”, me vem à mente que o tal poder da oração está no orador ou em quem faz a tal oração, afinal como seria a tal oração de poder?
É muito comum no Brasil – ou nos Brasis – vários tipos de benzedores, tiradores de mandingas, defumadores, ministros e obreiros de oração, e isto citando todas as vertentes religiosas, desde as de linhagem afro, xamânica, indígena, a do caboclo, até as evangéwiccas (sim, wiccas).
Há um mano muito querido (de cafés gregos, almoços no pé-pra-fora e chat’s da vida) que quando alguém pede alguma oração para ele, ele diz: — Vem cá! Você já orou por isto? Não?! Ore você e eu digo amém…
Caso me perguntem quanto tempo eu oro (de corpo, alma, mente e coração) por dia, acabo dizendo sobre o tempo, a previsão do tempo (chuvas esparsas no decorrer da tarde) ou respondo: — Oi? Hein? Hã?
Você já esteve morrendo de fome, sentou-se à mesa, aquele cheiro de feijão fresquinho, arroz (se for papa para mim é melhor), aqueles charutinhos de repolho, hummmm E de repente pedem para alguém orar, e o tiozinho, ops, quer dizer, o irmãozinho ora durante umas três horas?
Primeiro que a sua mente passeia por tudo que é lugar enquanto a sua boca repete alguns améns espasmódicos e a boca do estômago emite uns ruídos inexprimíveis, parece que há o demônio do exorcista possuindo o seu estômago, querendo matar, roubar e destruir qualquer coisa que lhe preencha as entranhas e acalme o tsunami de suco gástrico…
Quando você abre os olhos, a luz até incomoda em sua claridade; você olha para o charutinho de repolho e o bicho parece até uma taturana, já está peludo, penicilina pura, a comida se você arriscar vai dar “penamunia”, começa a espirrar na hora, de tão gelada que ficou. Diga-me, esta é a tal oração de poder?
Em uma das viagens missionárias que um saudoso grupo do qual eu participava fez, íamos para uma determinada cidade e pernoitávamos em casas, igrejas, fazendas; da mesma forma as refeições eram pela graça e misericórdia dos fartos de mantimentos e pobres de coração.
Em um desses almoços, fomos à casa de mano famoso na cidade, todos juravam – evangelicamente - de pés juntos que o amado e idolatrado cachorro do nosso anfitrião tinha morrido “certa vez” e que, após 3 dias ou 72 horas ou 3 noites, o doador de nosso rango sentiu no coração de orar pelo cachorro que já estava enterrado.Como o cachorro era da família já, cidade pequena sabe comé, todos sabiam que o cachorro tinha morrido e que o nosso mano evangéwicco (meio bruxo) estava triste.
Então, você acredita que o cara orou no túmulo e o cachorro ressuscitou!!!?O cara ficou meio chalalau depois disto, ia nos hospitais e achava que podia curar todo mundo, nunca funcionou; mas também ele nunca foi em hospital veterinário, talvez fosse este o ministério dele.
Ele contou para nós isto, já era umas 15h30 da tarde, a gente morrendo de fome e vendo o cachorro da raça Fênix (ressurgido das cinzas), esperava um cachorro meio da volta dos mortos-vivos, mas o bichinho era bonitinho.
A mulher tinha feito um leitão ma-ra-vi-lho-so, sentamos à mesa e, como todo bom crentchi tinha que orar antes de comer. Não é que o cara orou? Lá, o tal de ressuscitador de cachorros desencarnados, o inimigo número 1 dos veterinários.O cara orando e a gente morrendo de fome… E o medo de que o leitão começasse a se mexer, cuspisse a maçã na minha cara e começasse a falar que encontrou a avó dele, que o bacon estava amaldiçoado. Foi o pensamento coletivo, eu segurei os tecos de pernil com força, com garfo e faca, estava orando e pensando: — Se este filé de porco começar a se debater feito um rabo de peixe fora d’água, vou dar umas 13 facadas nele rsssss
Graças a Deus que não foi daquela vez, nada se mexeu, tampouco falamos amém no final rsss.
Mas, EU TENHO uma oração relacionada ao poder, mas é sobre o “meu não poder mais”.
Poderíamos teologizar, falar da evolução da intimidade permitida por Deus correlacionada e condicionada à evolução da revelação messiânica no Antigo Testamento como fator preponderante na eficácia da oração do monoteísmo judaico (ufa)!
Ainda prefiro falar sobre uma fórmula infalível da oração de poder, deste não poder mais…
Posso usar de técnicas, mas é o coração, a integridade, a sinceridade; e quando nada mais restar e quando faltar o saber de como orar, o próprio Espírito de Deus fará a nossa oração com gemidos que ninguém conseguiria escrever ou descrever, mostrando as dores de nossa alma, nossas feridas e cicatrizes, nossas dúvidas e certezas, conceitos e preconceitos.
A oração confessando que está doendo…
A oração quase que em um exercício de introspecção, sem muita expectativa de ser oração, questionando até quando será vigente a situação…
A conversa com a alma, que Stênio musicou: “Puxa uma cadeira, oh minh’alma”…, saber o porquê de estar abatida e abalada.
Há oração feita em canções, um canto que tenta levar o nosso pranto, que tenta lavar o nosso pranto… Mas não precisa ser canto de Camargos, de Joãos e Stênios; e nem precisa ser canção. Pode ser um cheiro do passado, uma saudade de um futuro quase que um certeza de concretização de um desejo; pode ser o silêncio do mundo, pois tudo que falam NADA nos diz.
Há a oração do silêncio, quando vem um vazio e uma incerteza quanto ao próximo respirar; as pregações, mensagens e livros ficam tão reais quanto o Mundo de OZ.
A oração da não-oração, tal como a contra-cultura de John Stott, é quando esta técnica de orar, vira quase um exercício de meditação zen; como se falássemos com o nosso eu-interior, mas é só isto, uma técnica.
Orações teológicas e influenciadas por livros, manuais e técnicas evangéwiccas de intercessão, mas são só isto, uma técnica.
Momentos de dor, momentos de alegria, momentos em que nos sentimos sós na multidão.
Momentos em que parece que tudo nos aperta e que algo ruim está para acontecer; uma sensação de desespero, confusão mental; o coração “bate na garganta”, até os ouvidos nos mostram o bumbo do coração.
Momentos em que as dores são inexplicáveis e parece que não estamos mais, uma letargia, uma vontade de sumir…
Mãos cansadas e castigadas pela luta com o próprio eu.
Mãos surradas e marcadas pela dor de combater bons e maus combates, sem nunca terminar a carreira ou guardar e cumprir todas as regras da fé que nos alimenta…
Mãos que lutaram contra o tempo, o tempo do homem e o tempo de DEUS.
Mãos que tentam se unir em sinal de prece, para que assim me lembre das mãos que se levantaram e acalmaram tempestades e mares, que se abriram e que foram marcadas por muitas circunstâncias, mãos marcadas pelo toque em leprosos, em hemorrágicos, cegos e leprosos; mãos que não queriam segurar cálices e, principalmente, mãos marcadas pelo cravos na cruz.
Eram os meus cravos, era a minha cruz, mas as mãos eram Dele…
Minha oração é que eu me lembre das mãos Dele já sem forças e sem sangue correndo em suas veias, por ter sido escorrido por mim, pois me vejo lá, e sinto o coração Dele batendo aqui, dentro em mim…
Oração de poder, de não poder mais!!!
Mas as mãos Dele estão sobre mim.
Senhor eu creio, ajuda a minha falta de fé…

Alexandre Melatto – Dinho
Caminho da Graça – Estação ABC