No que creio e tento viver.

Entendo que a verdadeira rendenção espiritual não tem entre os seus agraciados aquelas pessoas que posam de santas e moralmente irrepreensíveis, tampouco aquelas que investem a sua vida em defender a doutrina melhor fundamentada em escritos ancestrais... vejo que ela é alcançada pelo pecador arrependido que, por assim se reconhecer e ciente de sua limitação, ousa não mais negociar com Deus o Seu favor mediante seus esforços pessoais mas, em um passo de fé, acredita na bondade intrínseca de seu Ser e nos méritos do Cristo crucificado e ressurreto respondendo à essa fé com uma nova postura, voltada à Deus e ao próximo sem fanatismos, dando assim sabor à sua vida e a dos que estão à seu redor neste mundo. E tudo isso é possível exclusivamente pela Graça de Deus, fruto de Seu amor por nós.
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sábado, 6 de agosto de 2011

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ampliando nossa consciência em Deus

“Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas.
Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes.
O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu. Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai.
Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar.
Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente.”
Romanos 14:1-5

A caminhada com Jesus não é algo que se faça automaticamente.

Requer de nós um exercício diário de enxergarmo-nos à nós mesmos à luz da Palavra, identificando em nossa vida as áreas na penumbra e outras na escuridão. E, conforme nossa disposição de rendição, permitir que Ele entre e traga vida às nossas áreas moribundas e/ou mortas.

Isso tudo para que a cada dia nos assemelhemos mais com Jesus, o autor e consumador de nossa fé e que se reflita em nós a luz que há em Jesus, que em nós habita, junto com o Pai.

Mais para além, é também para que nossa consciência em Cristo se consolide: para que a partir daí vivamos em liberdade, sabendo discernir as coisas para nós em Deus e também para que não estipulemos que o nosso “certo” e “errado” se tornem o concreto que pavimenta a caminhada do próximo, aparentemente facilitando o trajeto, mas no final acaba transformando o “caminho” em uma “estrada” sem opção de alternativa, sem aprendizado e interação.

Agora mesmo cada um está em uma condição específica de discernimento das coisas de Deus. E em função disso, criam seus parâmetros pessoais em seu relacionamento com o Pai que, ao longo da existência, podem ser abandonados, reformulados ou consolidados.

Todos esses processos são lícitos em Deus quando seus resultados são oriundos de uma constante metanóia divina e não como resultado da imposição doutrinária ou da implantação de um modelo padronizado de espiritualidade.

É em busca dessa metanóia constante em Deus que nos reunimos para, com a ajuda dos irmãos, crescermos na Graça e no Conhecimento do nosso Pai. É respeitar as diferenças de percepção de cada um e o que elas podem acrescentar na ampliação de nossa vida com Deus. É incitar à reflexão e ao auto-exame para que esses parâmetros particulares não se tornem nossa “religião”, em algum momento engessem a dinâmica de nossa vida individual e comunitária em Cristo.