No que creio e tento viver.

Entendo que a verdadeira rendenção espiritual não tem entre os seus agraciados aquelas pessoas que posam de santas e moralmente irrepreensíveis, tampouco aquelas que investem a sua vida em defender a doutrina melhor fundamentada em escritos ancestrais... vejo que ela é alcançada pelo pecador arrependido que, por assim se reconhecer e ciente de sua limitação, ousa não mais negociar com Deus o Seu favor mediante seus esforços pessoais mas, em um passo de fé, acredita na bondade intrínseca de seu Ser e nos méritos do Cristo crucificado e ressurreto respondendo à essa fé com uma nova postura, voltada à Deus e ao próximo sem fanatismos, dando assim sabor à sua vida e a dos que estão à seu redor neste mundo. E tudo isso é possível exclusivamente pela Graça de Deus, fruto de Seu amor por nós.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Marina: um novo ícone evangélico?



E vamos para o segundo turno. Há alguns dias atrás postei uma reflexão do Marcelo Quintela no Pavablog que representa bem o efeito “Marina” no meio evangélico.

Tendo em perspectiva o texto que citei, deixemos de lado por um momento as paixões e os ideais políticos. Nem que fosse só para a “igreja” perceber a enorme distância entre sua prática e a mensagem do evangelho, a campanha presidencial deste ano já teria valido. Isso se ela tivesse "semancol" suficiente para perceber que está em palpos de aranha, o que não parece ter ocorrido ainda.

Marina, apesar dos predicados que possui como coerência, firmeza e caráter, ainda pode frustrar quem vê nela o ícone de algo que só o Evangelho pode traduzir. Longe de juízos pessoais, mas lastreado na verdade da Palavra, Marina tal como nós está sujeita à lei do pecado e à misericórdia da graça. Seu caráter não pode afastar de nós a lembrança de que tal como nós, ela pode nos surpreender com suas decisões tanto favoravelmente como negativamente. A prosseguir o modo como o meio evangélico a vem incensando, isso no futuro só pode terminar de um jeito: com decepção. Esse é o roteiro iconoclasta cristão.

Não transformemos Marina em um ícone político-religioso. Que a vejamos como alguém que aprouve ao Senhor levantar nesses dias, para que o Seu propósito se estabeleça dentro de um regime democrático de governo pela força do voto popular -independente de suas virtudes, frágeis por excelência, como é com qualquer um de nós. E que a cubramos com nossa intercessão pelas decisões que deverá tomar nestes dias respaldada pelos quase vinte milhões de votos que recebeu.

Apesar de na opinião de muitos de que agora o pleito se resumirá à escolha do candidato menos ruim, não cedamos aos apelos assombrosos ou profeteiros, muito menos à argumentações sem consistência em favor ou contra algum dos candidatos –muito menos mentiras e boatos. Esse turno exige de nós muito mais que simpatia ou fé nas promessas feitas: exige redobrado cuidado na escolha de nosso voto, lastreado em premissas que permitam à nossa consciência estar pacficada com a opção de candidatura escolhida.

E, como cristãos, procurarmos ser sempre sensíveis às percepções pessoais que o Espírito Santo nos leve a ter nessa questão, colhendo informações confiáveis sobre os candidatos, lançando fora o medo e levando nosso voto em oração à Deus permitindo que Ele nos guie nessa decisão. Somente Ele e mais ninguém.

2 comentários:

Sandro disse...

Graça e paz, sempre!

Passei por aqui para conhecer seu blog.
Estou procurando bons blogs para compartilhar.

Já estou te seguindo.

Ficaria muito feliz se puder me visitar.
Se quiser me seguir também será um prazer para mim.

Abraço em Cristo,

Sandro
http://oreinoemnos.blogspot.com/
Te espero lá.

Vicente Natividade disse...

Parabéns pelo trabalho no blog. Já estou seguindo.

Aproveito para lhe convidar a conhecer o meu blog, e se desejar segui-lo, será uma honra.

Seus comentários também serão muito bem-vindos.

www.adonainews.com.br

Vicente Natividade