Certamente Cristo continua libertando e curando vidas, também através da ação de Sua igreja no nosso planeta. Mas nem a igreja, nem ser humano algum é o validador dos milagres de Jesus. Ele mesmo é quem afiança a veracidade de Sua operação, intra e extra-igreja. Isso por si, basta para quem crê.
Tenho visto como Deus usa o ser humano -apesar de suas limitações- e a sua interdependência, incluindo aí gente que a "igreja" classifica como "ímpia", para serem canais de Suas bençãos uns aos outros em ações simples no dia-a-dia. O acionamento de uma simples rede de contatos aliado a um sentimento de solidariedade, pode trazer rápida resposta à uma oração.
Quantos testemunhos já se ouviu de respostas de oração através de alguém que conhecia não sei quem, que pôde agir nos limites de sua habilidade e relacionamentos para fazer o bem ao suplicante? Ou outros testemunhos onde anonimamente alguém fez algo por um desconhecido que o livrou?
Por isso vejo que Deus usa muito mais as capacidades naturais do ser humano para operar milagres que as alegadas intervenções sobrenaturais -que, sim ocorrem quando Lhe apraz!- , contrariamente ao que a igreja evangélica tem alardeado na mídia.
Na minha vivência pelo circuito evangélico/goshpél, não só aprendi como constatei que freqüentemente quem testemunha de uma libertação pessoal jactando-se da suposta maldade sua vida pregressa potencializando o poder da libertação recebida/testemunhada (normalmente sempre à luz do fundamentalismo religioso e quase nunca sob o ponto-de-vista do Evangelho) acaba se tornando um "testemunheiro profissional" que recebe um cachê da igreja/comunidade para contar seu "poderoso" testemunho -muitas vezes sem qualquer comprovação da veracidade do que diz- ou então, apesar do testemunho, a pessoa ainda não está plenamente convicta de sua libertação.
No primeiro caso o irmão até começa essa história de contar seu testemunho com sinceridade... mas quando percebe que as ofertas vindas desse seu ato de testemunhar ajuda -e muito- suas finanças, acaba aderindo à "malandragem evangélica" e começa a agir profissionalmente com direito a agente e agenda, pois descobriu que o crente sensibilizado pela experiência com o divino via de regra é ingênuo e crédulo, portanto fácil de enganar.
A evolução (na realidade, "involução") disso –e conseqüentemente com maiores ganhos- é quando além de “testemunheiro” o ser se apresenta como “profeteiro”, “reveleiro” ou “missionário”. Hoje muitos líderes evangélicos carismáticos em evidência, começaram sua carreira religiosa assim e tornaram-se em meio de sobrevivência para muitos. E assumem na cara-de-pau que as coisas sempre foram e sempre serão assim e não tem porque mudar.
No segundo caso, a necessidade de testemunhar sobre a “libertação” tem mais a ver com um mecanismo de auto-convencimento que de libertação objetiva. O cara tem até uns sinais de que a intensidade da coisa que o atormentava diminuiu muito ou que sumiu por algum tempo após ter “aceitado Jesus”, o que supostamente lhe daria “autoridade” para testemunhar sobre o seu caso específico de libertação.
No entanto é muito comum o caso de recorrência nos vícios e pecados anteriormente testemunhados como coisas do passado. Estas “quedas” são silenciosas, rotineiras e, se o “testemunheiro” já é uma pessoa relativamente conhecida e com um “ministério” (ou seja, já rola grana e tem gente se sustenta através disso), abafadas a todo custo.
Esse tipo de "ministério" se retroalimenta de testemunhos: dos do fundador -normalmente um mais fantástico que o outro, no afã de manter em alta a atratividade de seu "ministério"- e daqueles dos que se dizem atingidos pelo efeito de seus testemunhos em um processo de retrolimentação onde chega um ponto onde não mais se discerne a realidade da fantasia religiosa. Quando não interpretam a bíblia de modo a respaldar esse processo catártico, nunca a utilizando como aferidor da legitimidade de suas práticas dentro dos princípios espirituais lançados pelo próprio Senhor Jesus.
O vídeo acima é um exemplo disso. Não coloco em dúvida a palavra da senhora que alega que a cura de sua prisão de ventre seja um milagre de Deus. Se ela disse, porque eu a contestaria? Acredito que alguém pode ter sido edificado com esse testemunho. No entanto apesar de lícito, convém o modo e a maneira que foi utilizado pela instituição?
O Senhor Jesus alerta aos seus discípulos quando enviados a pregar o evangelho e operar maravilhas -com especial prioridade aos da casa de Israel- que estes procurassem ter em seu ser a simplicidade das pombas aliada à prudência das serpentes. Veja-se que Jesus não excluiu que tal maneira de agir devesse ser abolida ao encontrarem aqueles que pela lei eram considerados filhos de Deus.
Por isso entendo que convém à igreja como comunidade da fé cristã e também terapêutica no desenvolvimento de habilidades e envolvimento do ser humano, acompanhar com zelo, amor, compreensão e apoio em casos de recaída os casos de libertação para que não se perpetuem no futuro como um meio espúrio de ganhar a vida no meio cristão, tampouco um escape psicológico, ambos com possibilidades de se tornarem um aparato religioso que perverte a vida comunitária da Igreja.
Paz!
Tenho visto como Deus usa o ser humano -apesar de suas limitações- e a sua interdependência, incluindo aí gente que a "igreja" classifica como "ímpia", para serem canais de Suas bençãos uns aos outros em ações simples no dia-a-dia. O acionamento de uma simples rede de contatos aliado a um sentimento de solidariedade, pode trazer rápida resposta à uma oração.
Quantos testemunhos já se ouviu de respostas de oração através de alguém que conhecia não sei quem, que pôde agir nos limites de sua habilidade e relacionamentos para fazer o bem ao suplicante? Ou outros testemunhos onde anonimamente alguém fez algo por um desconhecido que o livrou?
Por isso vejo que Deus usa muito mais as capacidades naturais do ser humano para operar milagres que as alegadas intervenções sobrenaturais -que, sim ocorrem quando Lhe apraz!- , contrariamente ao que a igreja evangélica tem alardeado na mídia.
Na minha vivência pelo circuito evangélico/goshpél, não só aprendi como constatei que freqüentemente quem testemunha de uma libertação pessoal jactando-se da suposta maldade sua vida pregressa potencializando o poder da libertação recebida/testemunhada (normalmente sempre à luz do fundamentalismo religioso e quase nunca sob o ponto-de-vista do Evangelho) acaba se tornando um "testemunheiro profissional" que recebe um cachê da igreja/comunidade para contar seu "poderoso" testemunho -muitas vezes sem qualquer comprovação da veracidade do que diz- ou então, apesar do testemunho, a pessoa ainda não está plenamente convicta de sua libertação.
No primeiro caso o irmão até começa essa história de contar seu testemunho com sinceridade... mas quando percebe que as ofertas vindas desse seu ato de testemunhar ajuda -e muito- suas finanças, acaba aderindo à "malandragem evangélica" e começa a agir profissionalmente com direito a agente e agenda, pois descobriu que o crente sensibilizado pela experiência com o divino via de regra é ingênuo e crédulo, portanto fácil de enganar.
A evolução (na realidade, "involução") disso –e conseqüentemente com maiores ganhos- é quando além de “testemunheiro” o ser se apresenta como “profeteiro”, “reveleiro” ou “missionário”. Hoje muitos líderes evangélicos carismáticos em evidência, começaram sua carreira religiosa assim e tornaram-se em meio de sobrevivência para muitos. E assumem na cara-de-pau que as coisas sempre foram e sempre serão assim e não tem porque mudar.
No segundo caso, a necessidade de testemunhar sobre a “libertação” tem mais a ver com um mecanismo de auto-convencimento que de libertação objetiva. O cara tem até uns sinais de que a intensidade da coisa que o atormentava diminuiu muito ou que sumiu por algum tempo após ter “aceitado Jesus”, o que supostamente lhe daria “autoridade” para testemunhar sobre o seu caso específico de libertação.
No entanto é muito comum o caso de recorrência nos vícios e pecados anteriormente testemunhados como coisas do passado. Estas “quedas” são silenciosas, rotineiras e, se o “testemunheiro” já é uma pessoa relativamente conhecida e com um “ministério” (ou seja, já rola grana e tem gente se sustenta através disso), abafadas a todo custo.
Esse tipo de "ministério" se retroalimenta de testemunhos: dos do fundador -normalmente um mais fantástico que o outro, no afã de manter em alta a atratividade de seu "ministério"- e daqueles dos que se dizem atingidos pelo efeito de seus testemunhos em um processo de retrolimentação onde chega um ponto onde não mais se discerne a realidade da fantasia religiosa. Quando não interpretam a bíblia de modo a respaldar esse processo catártico, nunca a utilizando como aferidor da legitimidade de suas práticas dentro dos princípios espirituais lançados pelo próprio Senhor Jesus.
O vídeo acima é um exemplo disso. Não coloco em dúvida a palavra da senhora que alega que a cura de sua prisão de ventre seja um milagre de Deus. Se ela disse, porque eu a contestaria? Acredito que alguém pode ter sido edificado com esse testemunho. No entanto apesar de lícito, convém o modo e a maneira que foi utilizado pela instituição?
O Senhor Jesus alerta aos seus discípulos quando enviados a pregar o evangelho e operar maravilhas -com especial prioridade aos da casa de Israel- que estes procurassem ter em seu ser a simplicidade das pombas aliada à prudência das serpentes. Veja-se que Jesus não excluiu que tal maneira de agir devesse ser abolida ao encontrarem aqueles que pela lei eram considerados filhos de Deus.
Por isso entendo que convém à igreja como comunidade da fé cristã e também terapêutica no desenvolvimento de habilidades e envolvimento do ser humano, acompanhar com zelo, amor, compreensão e apoio em casos de recaída os casos de libertação para que não se perpetuem no futuro como um meio espúrio de ganhar a vida no meio cristão, tampouco um escape psicológico, ambos com possibilidades de se tornarem um aparato religioso que perverte a vida comunitária da Igreja.
Paz!
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